Opinião
Viena e seus lugares históricos
Das amplas avenidas comerciais surgem as ruas diagonais, tortuosas que desembocam nas praças mais antigas de Viena. Na praça Am Hof se podem ver uma série de edificações profanas e sacras. No Palácio Collalto Mozart, em 1762, deu seu primeiro concerto. Tinha, apenas, a idade de seis anos. Não muito longe dali, na Hoher Markt, poderemos conhecer o famoso relógio criado pelo modernista Anz Matsch. Cada vez que o medidor toca uma hora em ponto se vê cruzar a figura de um personagem, ou de um casal famoso em frente da cifra correspondente que marca o relógio. Quando tocam as 12 horas, ao som de uma melodia desfilam as figuras, entre elas a de Marco Aurélio, Walther Von Der Vogelweid e Maria Teresa acompanhada de Francisco Estefan. Por perto se erguem antigas tabernas onde se reuniam famosos artistas como Richard Wagner. A mais afamada é a ?Griechenbeisl?, em cujas paredes esses artistas perpetuaram suas passagens firmando seus autógrafos. Fomos visitar o Mosteiro dos Capuchinhos em cuja cripta, desde o princípio do século XVII, muitos membros da Casa dos Habsburgos foram sepultados. Mais de cem membros da família imperial ali se encontram. Somente a duquesa Fuchs-Mollard, a Imperatriz Maria Teresa, é a única que não pertencia à Casa dos Habsburgo. Os funerais seguiam normas muito restritas. Eram realizados à noite. Quando chegavam à Igreja dos Capuchinhos batiam na porta e tinham que dizer quem eram, seu títulos, só então julgavam se o monarca merecia ser enterrado na cripta. Às vezes respondiam que o morto não tinham os requisitos para entrar, pois não o conheciam e o cortejo tinha de voltar com o defunto. Não adiantavam títulos de nobreza, nem serem católicos, tinham que apresentar as obras de caridade realizadas. Diziam que para Deus só isto importava.