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No dia 20 de outubro de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, passou a existir oficialmente a Organização das Nações Unidas (ONU). Conta atualmente com mais de 180 países-membros e tem como missão fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento sustentável, monitorar o cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais. Nesses 72 anos, a entidade conseguiu o que na época era seu objetivo número um: evitar uma nova guerra em escala mundial. Entretanto, dezenas de conflitos continuaram sacudindo o mundo, pondo em xeque sua capacidade de encontrar soluções. A ONU também é criticada por sua estrutura burocrática e ineficiente. São 20 agências especializadas, mas sem uma autoridade central para supervisionar todos elas. O órgão dirigente da organização ? o Conselho de Segurança ? ainda reflete o mundo pós-guerra. China, França, Rússia, Reino Unido e EUA são os únicos membros permanentes com poder de veto. Para os críticos, a paralisia levou a falhas em lidar com crises como as guerras na Síria e na Ucrânia. Entretanto, visto de outro ângulo, não se pode deixar de negar os avanços da ONU obtidos principalmente na área de direitos humanos. A entidade tem o mérito de trazer para o cenário internacional a agenda dos temas sociais. A luta começou em 1948, com a publicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na década de 1960, consolidou-se a convicção de que os direitos não são apenas políticos e civis, mas econômicos, sociais e culturais. Hoje, o foco se ampliou para a questão ambiental, também com suas consequências econômicas e sociais. Além disso, a ONU e suas agências especializadas estão dedicadas a melhorar todos os aspectos da vida humana. Apesar das falhas e das omissões, é possível que o mundo estivesse bem pior sem a ONU. A entidade precisa, de fato, de uma reformulação, principalmente em seu Conselho de Segurança, para que possa enfrentar e resolver os desafios. No geral, pode-se afirmar que é imperfeita, mas imprescindível.

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