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Opinião

Uma torcida, um time, uma paixão

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Certo dia, Adriana Calcanhoto escreveu: ?Avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu, assim, sem você... neném sem chupeta, Romeu sem Julieta, sou eu, assim, sem você...? Inspirado nas asas da imaginação eu complementaria a conhecida poesia afirmando: o mundo está de bem comigo, porque o CSA deu-me maior prestígio, e conto as horas para novamente aplaudi-lo, estufando o peito por vê-lo prodígio... Estávamos todos na arquibancada gemendo, pulando, às vezes até roendo as unhas, mas sempre acreditando. Quem dera fossemos o serelepe Edinho ou o matador Michel Douglas para driblar, correr e chutar, fazendo todos rirem de alegria com mais um gol a reluzir. Restaria a certeza de um dia Deus haver concebido um céu bem azul e, agora, finalmente, ratificar sua cor definitiva e chamá-lo CSA. A terra também ficou azulina e as demais cores já não mais existem, rendidas à supremacia do Campeão do Brasil. Para muitos, era somente um capricho, mas as vitórias, seguidamente repetidas, deixaram claro serem, o paredão Mota, Dick Douglas, Jorge Felipe, Celsinho, Raul e Rafinha, verdadeiros guerreiros, vestindo manto da glória e trazendo, em suas atitudes, além da garra de vencedores, o doce olhar azul anil capaz de devolver alegria à imensa nação do Mutange, que nunca deixou de acreditar, torcer, vibrar..! Ali, em campo, Dawan, Daniel Costa, Boquita, Didira, Maxuell e Marco Antônio, jogando com simplicidade e competência, mais pareciam uma paisagem celeste, ofuscando os adversários e caracterizando-se, cada um deles, como verdadeiras obras de arte, enquanto, nas arquibancadas, os torcedores não paravam de incentivar o esquadrão mais bonito que Alagoas já viu jogar, projetando, para o universo, um verdadeiro sentimento, capaz de chegar onde somente o amor pode alcançar. Tudo é CSA. Neste momento, quando os Marujos da Lagoa, acompanhados de sua torcida, merecerem aplausos pela glória e, de forma altiva, demonstram aos amantes do esporte bretão dever de agir, tanto na vida como no futebol, como se cada jogo fosse o capítulo de uma jornada vitoriosa e, nunca, o final de uma história, cultivando a pretensão de ser, apenas, o enredo de uma época, mas, sim, o protagonista de uma era. Um mito não se acaba, nunca, nem se contenta com uma única estrela. Vencer, vencer, vencer... é o desígnio do CSA, sinônimo de fascínio. Vive dentro de mim, ouso afirmar, uma galáxia azul, vibrante e profunda à qual sempre devotei indômita paixão. Neste círculo, só existem vencedores: os galácticos do CSA, a cada instante, deixam claro ser um verdadeiro campeão, enfrentando dificuldades e grandes desafios, sempre conseguindo superá-los com altivez, na certeza de valorizar as possíveis derrotas, aprendendo ser, o ganhar, cada vez mais preciso. Para isto, necessário é competir, planejar, organizar e, sobretudo, possuir uma meta além de muita União e Força. Conquistou-se mais um título. Cada gol marcado foi motivo de muitas alegrias. A emoção de uma torcida, possuidora de ilimitada paixão, foi uma loucura incurável. Viva o Azulão do Mutange, o campeão dos campeões.

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