Opinião
A Nova Ordem
O Brasil encontra-se efetivamente sob intenso ataque do capital financeiro especulativo internacional, que interfere diretamente nos assuntos referentes à soberania do País, às conquistas trabalhistas adquiridas ao longo da História, no butim das riquezas naturais, no desmonte do parque industrial especialmente dos setores de ponta do processo produtivo como a Petrobras etc. O que nós estamos vendo é a tentativa da recolonização da nação sob a égide do capital financeiro, tendo em conta objetivos estratégicos, visto que trata-se de impedir o protagonismo no cenário geopolítico do quinto maior país do planeta com dimensões continentais, integrante do grupo dos Brics. O capital rentista através de seus instrumentos de governança mundial, entre eles a grande mídia hegemônica, associada aos seus intentos de poder e cooptação, vem promovendo, particularmente no Brasil, ações com vistas a uma ?revolução laranja? como na Ucrânia, ou às ?primaveras árabes?, objetivando a fragmentação da sociedade brasileira, onde as questões relativas à soberania cultural, política e diplomática do País são varridas para debaixo do tapete. E em seu lugar emerge uma agenda diversionista alheia à nossa formação antropológica, a promoção do ódio e dissenções generalizadas, baseadas na premissa de um contra todos e todos contra qualquer um, desde que não se promova um projeto de Nação desenvolvida que unifique o povo brasileiro em torno de objetivos comuns. A ideia é a desorientação geral através de uma agenda pós-moderna que afaste o contínuo histórico cultural e civilizacional da sociedade e em seu lugar imponha um internacionalismo de opereta e falso, ao estilo do mega especulador George Soros em seu livro ?A era da falibilidade? onde descreve suas ideias de um mundo pós-moderno e sem fronteiras tendo em vista a dominação global do rentismo mais predador. A desestabilização das instituições republicanas, a miséria política e intelectual em que estamos metidos é parte de um processo de agressão ao País com destacado papel da grande mídia associada ao capital financeiro. Não são fenômenos isolados, mas ações combinadas. Só a união das grandes maiorias sociais em torno de um projeto nacional que indique os rumos democráticos, de desenvolvimento soberano, poderá apontar novos caminhos ao Brasil.