Opinião
Alerta reforçado
Há 25 anos, cientistas do mundo todo lançaram um ?alerta para a humanidade? sobre os perigos para o meio ambiente. Ontem, uma nova atualização foi divulgada e advertência é ainda mais séria. Segundo o novo alerta, a maioria das ameaças ao planeta está ficando ?muito pior?. A carta foi assinada por 15.364 cientistas de 184 países, denominada ?Alerta dos cientistas do mundo para a humanidade: um segundo aviso?. A versão inicial, lançada em 1992, foi assinada por 1,7 mil especialistas. Desde então, quase todas as principais ameaças ao meio ambiente se tornaram mais graves, em particular a crescente população mundial, que adicionou dois bilhões de pessoas ao planeta desde 1992, um aumento de 35%, de acordo com a atualização. Outras grandes ameaças são o aquecimento global e as constantes emissões de carbono geradas pelo uso de combustíveis fósseis, bem como as práticas agrícolas não sustentáveis, o desmatamento, a falta de água doce, a perda de vida marinha e as crescentes zonas mortas dos oceanos. Enquanto isso, em Bonn, na Alemanha, está sendo realizada a 23ª edição da Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU. Apesar de ser protagonista nas negociações internacionais quando o assunto é meio ambiente, o Brasil leva para o evento uma redução do desmatamento de 16%, mas ainda registra altos índices de derrubada de matas nativas. Somando-se a isso, o País viu seu índice de poluição aumentar e as emissões de gases de efeito estufa crescerem em 9%. A diminuição do desmatamento é, sem dúvida, um fato muito positivo, mas o combate à destruição da floresta está ameaçado pelo corte de recursos. A redução do orçamento também afeta as políticas de ciência e tecnologia nas universidades, o que também é preocupante. A preocupação com o meio ambiente deve estar entre as prioridades não só dos governos, mas também de todos os cidadãos. É preciso preservar o planeta para as próximas gerações.