Opinião
A resposta
Cada vez mais tenho encontrado pessoas que externam decepção e desânimo com o futuro do Brasil. A improbidade e a desonestidade tornaram-se praga em todos os níveis, demonstrando o mal que o poder representa em mãos calejadas pela arrogância, ignorância e soberba. Michel de Montaigne, político, filósofo e escritor francês, afirmou que todo aquele que detém poder tende a abusar dele, e assim procederá enquanto não encontrar limites. A fortaleza das trevas consiste, basicamente, na ausência da luz, e silentes os bons, os maus avançam e conquistam espaço. Já se afirmou que pecar pelo silêncio quando se deveria protestar transforma homens em covardes. A corrupção se alimenta do abuso, e o corrupto viola preceitos de legalidade, dignidade, moralidade e ética. É preciso impor e exigir limites. A pergunta que se faz é como reagir, qual deve ser a nossa resposta? Acredito que a resposta está na carta ? atribuída a Lincoln, porém de autoria desconhecida ? que um pai escreveu ao professor do seu filho: ?Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado. Ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada. Ensine-o a perder, mas também a gozar da vitória. Afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso. Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu e as flores no campo. Nas brincadeiras com os amigos, explique- -lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa. Ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos, e a ser gentil com os gentis, duro com os duros e a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram. Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho e a rir quando estiver triste. Explique-lhe que, por vezes, os homens também choram e ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue. Ensine-o a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão. Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso. Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens?. Assim, agindo e ensinando essas mesmas lições para os nossos filhos e filhas, teremos fé em nós mesmos e construiremos o futuro que sonhamos para nós e para a nossa nação.