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Opinião

Escola de Aprendizes-Marinheiros

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No último dia 13, comemoramos o Dia do Marinheiro, e, entre muitas lembranças, me veio à mente a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Alagoas. Não me refiro à primeira, de Jaraguá, criada em 1875, mas àquela do Pontal da Barra, construída, na década de 1950, sob a responsabilidade da firma Construtora Moraes Rego, com sede no Rio de Janeiro, e supervisionada pelos engenheiros alagoanos Dr. Aloísio Freitas Melro e Dr. Demócrito Sarmento Barroca, contratados pela Marinha. O Escritório Técnico-Administrativo de Construções Navais administrava toda a construção sob o comando de vários oficiais da Marinha, alternadamente. O seu canteiro de obras era imenso, extraordinário, incluindo a construção da Capitania dos Portos, na Avenida da Paz, e mais duas agências, em Penedo e em Neópolis (SE). Foi um período de muito trabalho, com avanços e retrocessos, na mesma época da construção de Brasília, com verbas canalizadas mais pra lá do que pra cá e, às vezes, suspensas, causando preocupação e problemas sociais. ?Do alto da montanha da vida?, lembro-me de tudo, do alicerce à sua inauguração suntuosa, e de todos, civis e militares. Com pouco tempo de funcionamento (três anos), a Escola foi desativada e todo o seu acervo foi transferido para a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco; o pessoal militar, para outras unidades da Marinha, e os civis, para a Capitania dos Portos de Alagoas, já efetivos por conta da Lei 3967, de 05 de outubro de 1961. Não houve despedida. O clima não permitia, mas as lembranças perduram pela vida afora. Internamente, a Escola tinha ares de palácio real; salão nobre, escada em caracol com passadeira vermelha, corrimão dourado, lustres vistosos, espalhando luz pelos corredores largos e prolongados, amplas salas de aula, pisos polidos e disciplina reinante. Externamente, prédios bem construídos e conservados com riqueza de detalhes, uniformidade da vila naval, balneário à beira-mar, toque da corneta e da banda marcial. E, em relação à natureza, lembranças do ruge-ruge do mar, da serenidade da lagoa Mundaú e do farfalhar dos coqueiros. Muitas ideias surgiram para ocupar aquele espaço; Colégio Militar, Escola Preparatória de Fuzileiros Navais, de Sargentos das Forças Armadas, de Pesca, Liceu de Artes e Ofícios, mas, infelizmente, nada foi concretizado. O espaço foi ocupado, provisoriamente, pelo campus Tamandaré (UFAL), Secretaria Estadual de Segurança Pública e, por último, pelo Departamento de Trânsito (DETRAN). Atualmente, aquele espaço, vital e de segurança, se encontra ocioso, aguardando a concretização de muitos sonhos para o progresso de Alagoas e do Brasil.

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