loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Alvo errado

Ouvir
Compartilhar

Recentemente uma ucraniana do grupo Femen driblou a segurança do Vaticano e avançou em direção ao presépio da praça São Pedro. Com os seios à mostra, tinha escrito no seu corpo God is a woman, frase que gritava enquanto agarrava a imagem do menino Jesus. Em nota, as feministas justificaram o ato dizendo que o cristianismo é ?um forte ataque medieval à liberdade das mulheres e a seus direitos naturais?. Posso dizer com clareza que erraram o alvo. Primeiro, por quem foi e é Jesus. Justo Ele que no primeiro século, num contexto de discriminação das mulheres, foi um Mestre que admitiu tantas como discípulas, basta lembrarmo-nos de Santa Maria Madalena. Além disso, foi capaz de conversar com uma samaritana cujo gesto gerou escândalos e de forma decisiva impediu o apedrejamento de uma mulher adúltera, lei que vigorava na época. Tantos outros exemplos poderiam aqui ser colocados! A reflexão é para demonstrar que a relação de Cristo com as mulheres foi revolucionária e basta ler um pouco sobre sua história para se dar conta disso. Bem, alguns poderiam então dizer que o alvo de fato poderia não ser a pessoa de Jesus, mas a Igreja Católica, já que o presépio está diante do maior ícone de expressão eclesial do planeta. E aí afirmo novamente que elas erraram o alvo. No catolicismo a figura feminina é tão forte que temos inúmeros santuários dedicados a uma mulher, a mãe de Jesus. A veneração que damos à Virgem Maria acontece inclusive de uma forma superior a outros santos e isto demonstra não ser compatível com a imagem que tentam mostrar da Igreja como opressora das mulheres. Além disso, tantas são modelos para os fiéis, reconhecidas por seus feitos. Não se precisa voltar muito no tempo para constatar isso, basta ver os exemplos recentes de Madre Teresa de Calcutá, Chiara Lubich e Irmã Dulce dos Pobres. Além disso a Igreja possui diversas instituições que acompanham e cuidam de mulheres: mães solteiras sem condições de sobrevivência, agredidas violentamente pelos companheiros, sem teto, aidéticas, abandonadas pelos pais, vítimas de tráfico de pessoas, dependentes químicas, encarceradas, etc, Ações como esta do grupo Femen são desprovidas de razão. Pena atacar a quem mais contribui para a valorização da mulher! Bastar analisar e comparar o papel feminino em países cristãos com os de outras crenças para perceber isso. Realmente: alvo errado.

Relacionadas