Opinião
O ano mudou, e você?
Não é surpresa a esperteza cênica ou mais precisamente cínica do senhor Paulo Maluf ao ser conduzido retardadamente para a prisão. Uma muleta, gestuais de pessoa incapacitada o que não ocorria horas antes, em casa e no plenário da Câmara dos Deputados onde frequentava com certa regularidade. Sempre foi ator e protagonizou inúmeros espetáculos dramáticos mostrados pela mídia defendendo sua ?pureza? de caráter ao longo de uma vida bandida no trato com a coisa pública. O show do Maluf é comum para centenas de congressistas que juram pela mãe viva ou morta que não são ladrões, choram, esperneiam, declaram-se perseguidos pela justiça, imprensa e polícia. É característica própria dos covardes que fazem da nobre missão de representantes da sociedade um balcão de negócios cada vez mais sujo. Transformaram as instituições do país num imoral prostíbulo de negociatas. Paulo Maluf não é nada mais que fonte inspiradora de presidentes, governadores, prefeitos e parlamentares, agora mais escolados em corrupção. A esperança de uma nação melhor para todos não morrerá sem luta, força e coragem para vencer o mal. Os brasileiros estão conquistando vitórias antes inimagináveis ao revelar e por na cadeia tubarões considerados indomináveis graças a uma pequena facção da justiça que ainda honra a toga que lhes dar imponência pousada sobre os seus ombros. O ano virou, mudou, como acontece a cada doze meses, entretanto, 2018 é a mais importante virada das últimas décadas porque vamos promover uma inadiável faxina na política nacional. O que esperar do ano novo? Queremos paz, saúde, amor, dinheiro. Isso é óbvio, queremos que assim seja! Só que não é o ano que vai nos oferecer esse direito de todos. Nós eleitores, cidadãos é quem somos responsáveis pela grande virada exigida pelo Brasil, a começar pelos estados onde estão encravados vícios, currais eleitorais e oligarquias completamente nocivos ao avanço da ordem e progresso. Miséria, pobreza e cabresto, é a ração que engorda vitalícios de mandatos a cada nova legislatura. Então, é hora de mudar porque não são os novos anos que fazem a diferença, somos nós, é o voto a única arma poderosa para combater o câncer enraizado em todos os poderes da república. Não bastam Sérgio Moro, Marcelo Bretas, juízes que apenas estão dizendo que a lei é igual para todos, que colarinho branco não é sinônimo de imunidade contra crimes. Vamos replicar o que disse J.R. Guzzo em sua coluna na revista Veja: ?Pensem duas vezes antes de votar. Museu não é sex shop, assim como urna não é lata de lixo?. Feliz Ano Novo, Feliz 2018, o ano que pode fazer a grande diferença em Alagoas e no País.