Opinião
Tchau, 2017!
2017 foi um ano riquíssimo em fatos. Nas mídias sociais de tudo se discutiu, do sexo das abelhas às mensagens reais, ou não, do Papa Francisco. O politicamente correto bateu recordes em sua cruzada fiscalizadora em busca de uma nova moral e um amigo irmão me confidenciou... O mundo é gay! Um vídeo causou repercussão com quase dez milhões de visualizações onde Nabby Clifford, músico e ativista de Gana radicado no Brasil, defende que a palavra correta para se referir aos antes denominados afro-descentes é ?preto?, o único termo aceitável e civilizado. Assisti ao vídeo e não é que o cara tem razão? Já o Lula, o homem mais honesto que se possa conhecer, foi condenado por um dos crimes a que responde e as Luletes partiram a desancar ao MP e ao Judiciário. Dá para entender, né? Como você se sentiria se descobrisse que o seu mito perfeito não passa de um Lalau? Gente, é um sofrimento! Melhor acusar a justiça de parcial, golpista etc. Do outro lado surgiram as bolsonaretes. O novo ídolo, com um discurso mofado e fora de época, prega, entre outras estultices, o nacionalismo que já levou o planeta a tantos desastres e defende a pena de morte imaginando que isso diminuirá a criminalidade, o que o mundo já descobriu ineficaz de há muito tempo. Creem que ele, com seu discurso raivoso, seria a vacina contra a esquerda. Lá fora vimos o presidente Trump com suas Tweetadas, inofensivas ou não, que assustaram o mundo e nos alertam do perigo das más escolhas na hora do voto; assistimos ao medo dos ingleses em serem europeus e mais recentemente a esquizofrenia catalã por uma Barcelona isolada, memória curta do horror que foi a guerra civil espanhola. O que me impressiona é em pleno séc. XXI vivermos uma disputa entre os fãs da proclamada esquerda tupiniquim, com suas ideias falidas nas décadas de 50 e 60 do século XX e os novos crentes da era Trump. Na eleição que se aproxima, certamente irão bombar as agressões e ofensas com suas tolices inúteis e fúteis de sempre. Mas... Faz parte. Esse é o mundo que vivemos e como em outros momentos estamos aprendendo com ele, depurando o que não serve, acomodando mágoas, escolhendo o caminho a seguir. O ano de 2018 se inicia com o Brasil no dilema das eleições, já turbinadas pelas recentes pesquisas à corrida presidencial que muito alegra as tietes. Eu não me animaria tanto quanto elas, pois, como afirmou Magalhães Pinto em sua sábia mineirice, ?a política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou?.