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Opinião

A fé remove obstáculos poderosos

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Por circunstâncias nada previsíveis, passei uma semana sabática, aliás, ainda não terminada ao escrever esta coluna. Nada mal, não fosse o retiro uma imposição das leis que regem as normas da vida pontilhadas de alegria, tristeza, saúde e doença, felicidade também. Nossa vida e das pessoas do mais íntimo convívio com as quais entrelaçamos mãos e almas para vivermos com amor e solidariedade diuturnamente. Nasci em berço católico, creio e acredito em Deus, tenho grande devoção por Nossa Senhora, mesmo não sendo um exemplar praticante da minha religião. Frequento a igreja com pouca regularidade, entretanto, sempre que meu coração palpita nas horas de atribulações, de incertezas, o faço, encontrando leveza e alívio para seguir os caminhos escolhidos pelo destino. Nas fraquezas busco força interior para me reerguer e encontro resposta para os meus clamores. São tantos os pecados para poucas virtudes! Não ando com a Bíblia debaixo do braço repetindo frases de efeito invocando o nome de Deus em vão. Por vezes leio os Salmos e reservo alguns minutos para uma rápida reflexão agradecendo a Ele que já me deu mais do que mereço. Creio na religião dos que praticam a justiça e amparam os seus colaboradores e colegas no trabalho, respeitando-lhes os direitos e honrando compromissos e deveres. Dos que se não podem ajudar, também não humilham fechando os olhos com indiferença para os menos favorecidos. A fé tem a força de vencer o medo, e o amor, de superar o ódio. Os brasileiros estão assustados, com medo, descrentes quanto ao desfecho da baderna que insiste em permanecer no eixo da política e da justiça do País. O ano é decisivo sugerindo um exercício de orações, indistintamente de credo, para não perdermos em definitivo a confiança de que ainda existe um amanhã que está por vir. Tempos mais generosos com um parlamento menos infectado pela ganância, uma justiça verdadeiramente justa descomprometida com a vaidade e interesses meramente pessoais, vezes até suspeita de ficar cega para os desmandos. Justiça justa como mandam os princípios constitucionais. Tribunais que cumpram rigorosamente o papel de julgar com isenção baseado nos autos e nunca palco para shows midiáticos comuns nos últimos tempos. Juízes e parlamentares que possam andar pelas ruas, circular pelos aeroportos sem serem hostilizados pelo povo por comportamento nada republicano, imoral. Mudar conceitos, vícios, mudar protagonistas do circo de espetáculos desonrosos contra uma nação rica, contudo tristemente castigada pela corrupção, traída pela trapaça de uma gente descomprometida com a sociedade que os elegeu. Nada de temer ameaças dos costumeiros baderneiros financiados pelos quadrilheiros de carteirinha. Aos que acham que vão continuar extorquindo a miséria como moeda de troca, a justiça divina tarda, mas não falha. A justiça dos homens não fraquejará na hora de mandar abrir as portas das celas dos reconhecidamente malfeitores contra a Nação. A fé remove maiores e mais poderosos obstáculos. Deus no comando de um Brasil cujo povo clama por vergonha dos seus dirigentes.

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