Opinião
45 anos de Direito
Atrelado à expressão: ?Recordar é Viver?, sinto-me honrado em registrar, no reduzido espaço que sempre uso neste conceituado jornal, um momento inesquecível da minha vida e, também, dos colegas que concluíram o curso superior, em 8 de dezembro de 1972, pela antiga Faculdade de Direito da Praça do Montepío, nesta Capital, completando 45 anos de militância na esfera do Direito. Não é fácil para qualquer mortal enfrentar uma empreitada de tal monta, porque envolve uma série de acontecimentos para conquista do Troféu almejado por milhões: preparação para o Vestibular, (destacando-se o Caldinho defronte à Faculdade, onde um grupo de bons bebedores, antes das provas, abasteciam o estômago, com uma caninha ou Run Montila); dedicação total ao período destinado às provas (na época era exigida nota mínima 6 para aprovação); ansiedade pela classificação; noites indormidas e condições de estudo precárias, diferentemente da atualidade; Curso de 5 anos (não havia o sistema vigente); matérias práticas e Estágios em Varas e Comarcas; precariedade do mercado de trabalho e de recursos técnicos/científicos etc etc etc. Este articulista, um modesto integrante da Turma de 1972, foi escolhido Orador da ?Hora da Saudade?, ao lado do colega Dr. João Tenório (Genitor dos Juizes Trabalhistas Drs. Ricardo e Gustavo Tenório), eleito Orador Geral. Vivemos instantes de grata satisfação e euforia generalizada, mas, por outro lado, nos esforçamos durante a batalha árdua e complexa, buscando a conquista de um ideal acalentado há anos. Tivemos bons e dedicados mestres, lembrando o Des. Alfredo Mendonça, Professores Sílvio de Macedo, Osvaldo, Joubert Scala, Malaquias, Jair Galvão e outros ilustres nomes que aqui estarão representados pelos referenciados . Um detalhe que não podemos olvidar: O diretor Sílvio de Macedo costumava dizer que a nossa Turma estava classificada como uma das melhores que já haviam passado ali. Com efeito, a sua profecia não foi deslustrada, porque realmente todos os bacharéis daquela turma, venceram na vida privada e/ou pública, seja na advocacia, seja como magistrados, procuradores, promotores etc, valorizando a profissão e galgando um lugar de realce na sociedade, pelo desempenho correto e equilibrado de suas respectivas tarefas. Colegas bonitas e inteligentes alegravam o ambiente sadio, podendo citar, apenas como ilustração: Dras. Solange Bentes, Neilda, Dirlene, Kênia, Rosa Leão, Eliane e tantas outras que aqui estão sendo homenageadas. De seu turno, colegas se destacaram em diversos ramos: Drs. Artecippo com 2 pps (Procurador de Justiça); Mario Jorge (ex-Procurador Geral do Estado); Aderbal Mariano (Des. Aposentado); Paulo Lobo ( Procurador), alcunhado ?Dr. Filigranas?; João Tenório (Advogado); Carlos Mero( Advogado); Benedito de Lyra ( Senador). Este modesto articulista, teimosamente, sem o mérito dos já referenciados, militou na Advocacia Criminal e, por sorte, logrou vitórias em Processos rumorosos, à época, bastando mencionar o Caso Melaço, Vitinho Fidélis, Severo, com defesas inesquecíveis. Afinal, tornou-se magistrado, aprovado em concurso de provas e títulos, agora retornando à advocacia em consultoria e assessoramento. Nada melhor do que assim proceder. Parabéns, colegas.