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A barra pesa no Rio

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O Rio de Janeiro está entre as principais cidades turísticas do mundo. E para os brasileiros, o bairro de Ipanema, na Cidade Maravilhosa, como é conhecida a capital do estado, é símbolo de poder. A Avenida Vieira Souto, então, representa o universo dos ricos e famosos. Está ali o mais alto custo por metro quadrado da América Latina. Ali circulam as elites, os que têm acesso ao que se pode chamar do bom e do melhor. Estar na Avenida Vieira Souto é estar livre da violência dos assaltos, das quadrilhas, do tráfico. Mas essa realidade tão maravilhosa parece que acabou. A violência, tão comum às favelas e à periferia, chegou às áreas nobres do Rio de Janeiro. Os flagrantes de crime são crescentes e confirmam o absoluto descontrole do Estado sobre a segurança pública. Os registros do carnaval 2018 assustaram cariocas, turistas e os brasileiros que viram pela TV as manifestações de indignação de quem perdeu celular, joias, relógios, carteiras, tomados por bandos que assaltam a todos, em qualquer lugar, a qualquer hora. Arrastões, roubos e tiroteios têm sido rotina na cidade, onde até policiais são espancados e baleados enquanto tentam impedir as ações criminosas. Estar no Rio de Janeiro hoje é estar sujeito à violência, seja a de um assalto na rua, no metrô, no ônibus, seja a de ser atingido por uma bala vinda da troca de tiros entre traficantes, ou entre traficantes e policiais. O governo garante que o policiamento nas ruas do Rio foi reforçado com 17 mil policiais militares. Nos dois primeiros dias da folia momesca, quase 200 pessoas foram presas. Maiores e menores que, segundo a Polícia Militar daquele estado, estavam praticando crimes diversos. É certo que a polícia está nas ruas, do contrário seria impossível sair de casa, dos hotéis e pousadas. Mas a ostensividade policial não tem sido suficiente para deter a avassaladora onda criminosa que aterroriza o Rio de Janeiro. Até o Exército já foi usado para dar combate aos criminosos, sem êxito. O descontrole é claro e exige que o governo, chefes das forças federais, a cúpula da Segurança no estado, ministros e até mesmo o presidente da República se mobilizem para deter os criminosos, que estão nas ruas, impondo o terror aos cidadãos. Na semana passada, essas autoridades começaram a discutir um Plano Nacional de Segurança Pública para 2018. Entretanto, pela velocidade com que a bandidagem avança, é preciso acelerar as ações de Estado. Basta de reuniões em gabinetes, onde se discute metas, onde se planeja resultados. O governo do Rio de Janeiro, a União e as autoridades de segurança em todas as esferas da administração pública estão diante de uma situação incontrolável, para a qual não se pode tardar com resposta.

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