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Opinião

84 anos da Gazeta de Alagoas

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No último dia 25 de fevereiro, os gazeteanos comemoraram com festividade simples os 84 anos de uma empresa que já é tradição em Alagoas. Lembro-me, quando estudante de Medicina, procurava frequentemente sua sede que ficava na rua do Comércio, para levar com outros colegas notícias sobre o diretório acadêmico Dr. Sebastião da Hora. Lá estavam no ?batente?, até altas horas da madrugada: Renan Rosas, Genésio de Carvalho, Zadir Kassela e Donizete Calheiros. Depois que me formei, através da profissão, fiquei muito ligado não só a esses jornalistas, mas também aos diretores como Seu Cavalcante, José Barbosa, Zacarias Santana e mais tarde a própria família do Senador Arnon de Mello. Alagoas é um Estado privilegiado em termos de jornais. Sempre surgiram em nossa Maceió alguns matutinos e vespertinos agrupando excelentes jornalistas como temos até hoje. A Gazeta de Alagoas de hoje, modernizada e dinâmica, conta com uma equipe de jornalistas do mais elevado gabarito. Na pessoa do meu querido amigo Claudemir Araújo, editor-geral, homenageio a todos eles. Em uma ensolarada manhã de setembro de 1980 fui visitar o Senador Arnon de Mello na Gazeta, em sua bonita nova sede no Farol e comunicar-lhe de uma homenagem que lhe seria prestada pela Sociedade de Medicina de Alagoas. Naquele instante, entre uma e outra conversa, fez-me o honroso convite para eu escrever na Gazeta sobre temas de crianças ou os que desejasse fazê-lo. Aceitei com muita alegria essa prova de confiança e amizade e ainda hoje, aos domingos, colaboro com a nossa querida Gazeta, fazendo parte com imensa satisfação da simpática família gazeteana. A felicidade somente é possível quando se constrói relacionamentos saudáveis. É pelos encontros felizes, agradáveis, que cultivamos nossas vidas, que nosso organismo trabalha em plena harmonia. Por isso, os centenas de funcionários que ali trabalham, se querem tanto. A imprensa, não há dúvidas, é uma grande força de informações no comportamento da humanidade. Que o digam os notáveis jornalistas Ênio Lins e José Elias, que marcaram as suas presenças até hoje no jornalismo da Gazeta. Folheando as Gazetas antigas, vivemos, os sessentões e setentões de hoje, relembrando nos fatos acontecidos e narrados uma Maceió gostosa de outrora que a vida levou e não trará jamais. Minha homenagem especial ao saudoso Senador Arnon de Mello que idealizou e lutou para dotar Alagoas de um complexo de comunicação que fosse útil e servisse de alegria ao povo de sua terra como é hoje a Organização Arnon de Mello. Dizem que todo homem é filho de suas obras, certamente todos nós um dia seremos alguém que passou. Contudo, pouco importa o amanhã. O que mais importa é a boa semeadura que foi feita. Todo homem é um lavrador que planta e colhe e cada um colhe o que plantou. Arnon de Mello semeou a terra, plantou a boa semente e aí estão os frutos de seus sonhos: uma Gazeta conceituada fazendo parte da vida dos alagoanos. Parabéns ao meu estimado Fernando Collor e diretores como Luís Amorim, Carlos Mendonça, Djalma Melo e a todos que dinamizam a Organização em todas as áreas de comunicação.

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