loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Basta de terremoto!

Ouvir
Compartilhar

Os números chamam a atenção por não avançarem positivamente acompanhando o ritmo do crescimento populacional. O Brasil obteve grandes conquistas nos últimos quarenta anos, entretanto, nosso Estado evoluiu pouco, continua com enorme distância na zona de rebaixamento no ranking que monitora a média salarial domiciliar pelo total de pessoas residentes. A mais recente pesquisa do IBGE coloca Alagoas como a segunda menor renda per capita do País, acima apenas do Maranhão, a capitania hereditária dos Sarneys. Não avançamos na proporção do nosso sonho! Já o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), não poderia ser diferente e Maceió segura a lanterninha como sendo a pior capital nordestina na avaliação que retrata a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico da população. Com essas reais estatísticas, não é demais dizer que a Fundação Abrinq revelou que somos o Estado com mais crianças e jovens vivendo em situação de pobreza e também o terceiro em pobreza extrema. São números que não podem ficar à margem do conhecimento da sociedade, para que cada cidadão entenda que é preciso sair da zona de conforto e não esperar apenas pelas ações de governo. É preciso contribuir para o bem-estar coletivo, cada um fazendo a sua parte: conhecer as leis, saber votar. Nada pode ser mais importante agora que o voto consciente e alertar os menos esclarecidos para o valor das urnas. Ir às ruas participar de manifestações em defesa da ordem, paz e fortalecimento da democracia; cobrar dos governantes, denunciar junto aos Tribunais de Contas falcatruas e suspeitas de desvios de recursos destinados à melhoria de vida da população. Se cada brasileiro assumisse o papel de fiscal em defesa do Estado e município, poderia ser uma luz amarela para intimidar a ousadia dos corruptos. Nos anos 60 e 70, quando se ensaiava um grau de desenvolvimento bastante otimista, a condição de vida da grande maioria da população alagoana também não era nada saudável. O Estado despontava com promissora perspectiva de investimentos a partir do Proálcool que proporcionaria impulsos para a economia local. Nos anos 80, Alagoas era o segundo maior produtor de açúcar e álcool do país, justo quando nascia o Polo Cloroquímico e o Distrito Industrial do Tabuleiro ganhara fôlego com a implantação de várias indústrias especializadas principalmente em implementos agrícolas com foco nas usinas e produtores de cana. Como se não bastasse esse surto de desenvolvimento, eis que o Brasil descobre que o nosso litoral era paradisíaco. Surgia o ?Paraíso das Águas?, o Caribe brasileiro! A indústria sem fumaça seria o grande divisor de águas para estimular a geração de empregos. Infelizmente, Alagoas ainda não ergueu o cobiçado troféu de ?a terra prometida?! Porque não deu certo se tinha tudo para dar? Sabemos o tamanho dos pecados, mas não há mais tempo para condenar os pecadores que operaram sob nossa conivência. Basta de terremoto. A hora é de reconstruir, votar e eleger com independência apostando nas novas forças políticas que se apresentam como propulsoras do futuro.

Relacionadas