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Opinião

Decisão administrativa

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Corria o ano de 1952 e era preciso decisão para que o campo, a zona rural, não sofresse mais um revés em seu autodesenvolvimento. Era preciso ter a educação como sua base. Era necessário que o governante estadual confirmasse a recém-criada escola rural da Fazenda Vera Cruz, em Chã Preta, então Vila pertencente a Viçosa. Assim o Governador Arnon de Mello atendeu aos pleitos dos líderes da época, Francisco Teixeira e Cícero de Vasconcelos autorizando a confirmação da então primeira professora daquela escola rural. Era a visão de que sem a educação não haveria progresso. Com a educação abrem-se portas para o mundo e seu desenvolvimento. O mesmo foi efetuado em outras duas escolas rurais, que também foram confirmadas. Menos de 20 anos daquele ato de Arnon de Mello, o governador que se notabilizou também pelo asfalto que levou de Maceió a Palmeira dos Índios, revolucionando Alagoas, uma de suas irmãs, Nair de Melo Vasconcelos, estava a comemorar com seus cunhados Cícero de Vasconcelos (cônego), Marinita de Vasconcelos (esposa de Francisco Teixeira), Narciso de Vasconcelos (prefeito de Viçosa) e dr. Isidro de Vasconcelos (deputado federal) os avanços da região com as implantações das escolas rurais do Povoado Cigana (1933-35) e da Vila de Chã Preta (1927), ao lado de seu marido Dr. João de Vasconcelos (deputado estadual). Estes atos estaduais foram um dos responsáveis para se abrirem as portas, pelo setor educacional, deste desenvolvimento que ocasionou no dia 11 de março de 1962 a instalação do município de Chã Preta, cujo progresso foi alicerçado pela educação escolar e pela cultura que impulsionaram a economia daquele lugarejo situado aos pés da Serra Lisa, a 872 metros de altitude, antigo núcleo quilombola da República dos Palmares. Anos depois, em 1988, um dos filhos de Arnon de Mello, então Governador Fernando Collor de Mello, abria caminhos para a região expandir seu crescimento, construindo a Rodovia Asfáltica Viçosa à Chã Preta. Era preciso a determinação do governante estadual para realizar isto, após varias promessas de seus antecessores. Neste ano, completando seus 56 anos de município, Chã Preta agradece aos seus precursores e aos professores daquele passado retratado aqui, Pedro Teixeira, Odete Bomfim, Frutuosa de Vasconcelos, Eulina Canuto e Enaura Torres e almeja novos ventos de desenvolvimento em que as prioridades decisórias de seus governantes, municipais e estaduais, continuem a respingar frutos de bem comum e desenvolvimento, principalmente por que Chã Preta dispõe de uma rodovia de apenas 8 km até Correntes, em Pernambuco, e de ofertas de emprego e renda para não deixar crescerem as estatísticas de êxodo rural que a ronda. E nós, seus habitantes, aqui estamos a bradar e reivindicar estas novas decisões administrativas, como outrora foram tomadas.

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