Opinião
Desempenho institucional: indicadores e modelos de gestão de organizações
Ainda que pareça óbvio para qualquer um, que organizações devem seguir um (algum) modelo de gestão e, igualmente, ter indicadores que avaliem o seu desempenho, o fato é que a enorme maioria delas não segue estas práticas. Seja pelo receio de os índices apresentados serem desfavoráveis, de apresentarem resultados negativos; seja pela decorrente exposição, também negativa, ao apresentarem números e/ou índices desfavoráveis; seja por qualquer outra razão. Esta aversão ao uso de indicadores faz com que a avaliação do desempenho da organização fique prejudicada; faz com que a gestão não seja monitorada e controlada no seu nível estratégico; faz com que a busca de uma maior efetividade da organização se torne uma aposta sem parâmetros, sem se saber se medidas tomadas trazem ou trouxeram resultados mais ou menos positivos ? ou negativos. Para usar um exemplo de uma matriz de indicadores popularizado, o Balanced Scorecard (com as suas 4 ?perspectivas?), vemos que, ali, pode-se avaliar o desempenho de uma organização, a partir de uma ótica mais abrangente ? estratégica. Vejamos: como está o desempenho da organização com relação aos seus clientes e prospects (indicador de prognóstico); com relação a finanças (indicador resultante, defasado); com relação à melhoria de seus processos, com a qualidade e a produtividade decorrentes (indicador estruturante); com relação à inovação e o desenvolvimento (indicador estruturante). Monitorar-se o desempenho da organização, sabendo-se se esta vem apresentando melhorias naquilo que é relevante é fundamental para a organização; é crítico para que se possa conduzir intervenções, alterações, modificações e qualquer tipo de mudança de rumo, objetivo, método ou o que for, para assegurar-se o sucesso da organização. Inclusive, para se descobrir se uma decisão errada foi tomada no passado e para que se possa corrigir os seus efeitos, dando-se outra condução ao tema e tomando-se, então, a decisão mais adequada.