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Opinião

Pão de Açúcar – Academia de Letras

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Alguns homens fizeram história, não somente por sua inteligência, como por seu legado à posteridade. Pitágoras foi uma destas figuras: viveu séculos atrás, mas permanece vivo, não somente na matemática, por seu sempre importante teorema, mas também por pensamentos que nos levam a meditar. Sobre um deles, debruço-me e penso com desenvoltura: ?O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos.? Certa vez um poeta falou serem os dias feitos de pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças e efetivas ações. Dias atrás, representando a Academia Alagoana de Letras, estive em Pão de Açúcar, renomada cidade de nosso Sertão, testemunhando a força de vontade de uma plêiade de diligentes personalidades daquele município ribeirinho, ao instalarem sua Academia de Letras. Como atual presidente da AAL, posto brilhantemente ocupado por figuras do presente, como Carlos Méro e Milton Hênio e do passado, tipo Ib Gatto Falcão, Moreira e Silva dentre vários outros, tive oportunidade de me expressar, não somente parabenizando os imortais recém empossados, como lhes afirmando que a honorífica missão de integrar o quadro efetivo de uma Academia de Letras, onde todos são, aparentemente, iguais, nos títulos e prerrogativas, detendo inclusive o galardão da imortalidade e perpetuidade dos mandatos, é tarefa que requer dedicação e alta responsabilidade. Uma Academia, em sendo um órgão coletivo, tem como princípio basilar o respeito aos mandamentos institucionais contidos nos estatutos e normas sociais, oferecendo aos titulares de suas diversas cadeiras constitutivas, o dever de conduzir a Instituição segura e equânime, conciliando pensamentos e ações, dirimindo dúvidas e proposições, sempre praticando atos indispensáveis ao desenvolvimento dos programas e projetos formulados para sua melhoria, prestígio e respeito ante a comunidade. Naquela noite de júbilo para todos filhos da terra tão visitada, pude sentir, no olhar de cada presente à solenidade, que, entre o calor sertanejo queimando o solo e o suave vento que soprava das margens do Velho Chico, saltitava, de seus corações, a alegria de estarem vivenciando o nascimento daquela Casa da Cultura, seu grande tesouro, na inteireza e credibilidade dos atos e comportamentos dos dirigentes e membros da entidade, criando, naquela sociedade, um sentimento de respeito, voltado, para o território ensolarado das letras e da inteligência não somente do Município, como do Estado, e constituindo-se em órgão autorizado e representativo da cultura de Alagoas. Desta feita, ao término do evento festivo, não tive dúvidas de que aquela Academia se firmará, a cada dia, fazendo crescer, inapelavelmente, a respeitabilidade de seu corpo social, Assim, então, além do reconhecimento sereno do mérito e do saber de todos os que foram empossados, quem mais lucrará é a Terra dos Marechais porque, mais uma vez, a cultura sertaneja de Pão de Açúcar haverá de elevá-la e dignificá-la. Parabéns aos novos imortais Alagoanos.

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