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Opinião

Segunda instância e impunidade

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Não é impossível enxergar, neste momento de grande complexidade da vida nacional, quem está ao lado do dificílimo combate nacional à corrupção, tentando resistir à vergonhosa associação entre a histórica, inabalável criminalidade de colarinho-branco e a impunidade para os criminosos poderosos, e os que defendem essa cruel e intolerável prática brasileira, que não só ultraja e humilha o homem de bem, como destrói a estabilidade e a economia nacionais. A esquerda se posicionando ferozmente na defesa do seu maior líder, Lula da Silva ? condenado em segunda instância, com respaldo do STJ e STF, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ?, nada apresenta de novo: a história mostra em exemplos repetidos à exaustão que o dogmatismo e o culto insano à personalidade impediram-na de enxergar o óbvio, e, ao posicionar-se agressivamente a favor Lula, defende também outros criminosos poderosos, aí incluídos: Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Aécio Neves et caterva. Novamente, a esquerda fez a pior opção possível: brigar pela manutenção dos privilégios e pela impunidade dos poderosos. Ad latere, o suprapartidarismo em defesa da impunidade e em defesa de políticos envolvidos no saque aos cofres públicos é, a cada dia, mais claro e concreto para a parcela da sociedade saudável, desapegada de dogmas ou interesses oportunísticos, que luta e lutará para a manutenção da Lava Jato, suas inéditas conquistas e inegáveis avanços históricos. Sociedade sã, trabalhadora e produtiva, que vê os seus impostos sendo desviados das suas finalidades republicanas, sem serem revertidos em serviços para a comunidade mais carente, principalmente em áreas caóticas, como segurança pública, saúde e educação. Esse grupo suprapartidário, poderoso e influente, associado aos eternos oportunistas de plantão, atua, mais do que nunca, na mídia e no STF, com advogados caríssimos influenciando pesadamente os ministros, usando chicanas jurídicas e ameaças contra membros do Supremo, tentando intimidá-los (como no caso do ministro Fachin e da depredação da propriedade da ministra Cármen Lúcia), forçando-o a restaurar a condenação somente depois de julgado em última instância, isto é: nunca! Isto é: restabeleça-se a impunidade! A manutenção da romaria de suposta vitimização da esquerda tem como objetivo manter Lula e o PT como opções viáveis de candidaturas ao pleito de 2018. É, novamente, proposta mais uma utopia para os desinformados e para a sua militância, que já mostrou repetidamente a sua intolerância, a sua violência e a sua extrema dificuldade para conviver com as regras da democracia, a não ser quando está no poder. Lamentável para a estabilidade das instituições e para o País é que políticos de outros partidos, fora do espectro da esquerda, apoiem essa postura de afronta ao Judiciário, ao MPF, ao STJ e ao STF, posicionando-se, assim, frontalmente contra as justas aspirações nacionais pelo fim da impunidade para os criminosos do colarinho-branco. A maioria saudável da população brasileira espera que a Suprema Corte aja com equilíbrio, bom senso, desapegada de casuísmos e interesses circunstanciais que tanto têm trazido vergonha e humilhação para o povo brasileiro.

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