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De acordo com dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a pobreza vem aumentando nessas duas regiões desde 2015. Em 2017, mais de 187 milhões de pessoas ainda viviam na pobreza, ao passo que 62 milhões encontravam-se em condições de pobreza extrema. A situação mantém a região como a mais desigual do mundo. Já o número de desempregados chegou a 22,8 milhões em 2017. As mulheres são as mais atingidas. Em 2016, as taxas de desemprego urbano foram de 7,9%, no caso dos homens, e 10,2%, no das mulheres. Grupos como indígenas e afrodescendentes também sofrem com o desemprego e com limitações impostas pela discriminação, diz a Cepal. A situação dificulta o cumprimento dos chamados Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas que devem orientar políticas nacionais e atividades de cooperação internacional no caso dos 193 países que a subscreveram. Ao todo, são 169 objetivos, entre os quais, erradicação da pobreza, redução das desigualdades, igualdade de gênero, adoção de padrões sustentáveis de produção e de consumo, garantia de cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres e crescimento econômico inclusivo. Diante desse quadro, a Cepal ressalta que é preciso combater a desigualdade e a cultura do privilégio. Para isso, precisam ser desenvolvidas iniciativas nas áreas de arrecadação, redistribuição, fortalecimento de instituições e inovação em políticas públicas para atuar no campo social. A desigualdade entre ricos e pobres no Brasil continua sendo uma das mais altas do mundo, seja qual for a base de dados usada para medir. Isso se dá por diversos fatores; entre eles, o sistema tributário regressivo, que pesa muito sobre os mais pobres e a classe média, as discriminações de raça e gênero e a má gestão dos recursos públicos, seja por desperdícios, por burocracia ou pela corrupção. Para mudar esse quadro, especialistas apontam alguns caminhos, como a expansão de políticas públicas para reduzir pobreza e aumentar renda familiar, investimento em educação, ampliação da cobertura de serviços para os mais pobres e formalização do mercado de trabalho. Sobretudo, é necessário envolver toda a sociedade no debate sobre o combate à desigualdade, que deve ser uma meta a ser perseguida, independentemente de ideologias.

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