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Opinião

Guerra informativa

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Como revela a reportagem deste fim de semana da Gazeta de Alagoas, o Tribunal Regional Eleitoral conta com o apoio da Polícia Federal e de outras instituições para garantir eleições limpas e livres no Estado. Entre os alvos, estão as chamadas fake news ? informações falsas ou, ao menos, distorcidas espalhadas nas redes sociais. A questão é tão séria, que até a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez um alerta aos fiéis brasileiros sobre esse tipo de notícia. As fake news se tornaram uma epidemia no mundo inteiro e fazem parte de uma nova modalidade de guerra informativa, usadas com objetivos políticos. Estima-se que causaram grande estrago nas últimas eleições dos Estados Unidos, que resultaram na eleição do bilionário Donald Trump para a Casa Branca. Agora, o Brasil ? país muito ativo nas redes sociais ? aparece como um perfeito campo de batalha, já que, neste ano, haverá eleições gerais. Ressalte-se que as fake news já vêm contaminando o ambiente político brasileiro há algum tempo impulsionadas pela forte polarização. As notícias falsas sempre existiram, embora só recentemente ganharam um nome específico. A diferença, agora, é que existe um domínio dos veículos com viés ideológico que contam com um contingente humano de replicação de seus conteúdos. Dessa forma, a opinião vem ganhando mais terreno do que a reportagem. Boa parte dessas informações falsas ou deturpadas é distribuída por meio de correntes de mensagens. Antes, vinham por e-mail, mas, agora, chegam aos borbotões pelos aplicativos. São correntes que espalham lendas urbanas que as pessoas acreditam como verdades, sem muito questionamento. Convenhamos que nem sempre é fácil distinguir notícias verdadeiras de fake news. Até pessoas bem informadas já compartilharam informações distorcidas. De qualquer forma, diminuir o impacto da propagação de notícias falsas depende de um sistema educacional melhor, que forme pessoas capazes de discernir fontes confiáveis de notícias deliberadamente mentirosas. Ao mesmo tempo, é preciso combater, na forma da lei, a criação e difusão de notícias cujo objetivo é manchar reputações. A eleição é um momento-chave da democracia, e o eleitor precisa definir suas escolhas com base em informações confiáveis. Sem isso, todo o processo está ameaçado.

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