Opinião
Detalhes da hidrografia alagoana
Rememorar alguns detalhes do nosso Estado e sua exuberante natureza, com um passado tão pródigo de ligações históricas com Pernambuco, é um prazer que nunca termina. A hidrografia de Alagoas nos mostra duas vertentes, a do São Francisco e a do Atlântico. É interessante observar que seus principais rios têm suas nascentes no território pernambucano. Inicio pelo Moxotó e logo depois o rio Capiá e seu afluente Piau, em seguida com cursos paralelamente ao Capiá vêm o Ipanema e Traipu. Da mesma vertente, mas com nascentes em Alagoas, temos os rios Boacica e Perucaba. Os da vertente Atlântico são os rios Paraíba, também conhecido por Paraíba do Meio, face seus homônimos no estado da Paraíba e o Paraíba do Sul (SP e RJ) e seus principais afluentes Balsamo, Paraibinha e Porongaba. O famoso e atrevido Mundaú tendo a alimentá-lo o Canhoto e Mundauzinho. O rio Jacuípe (limite Al/Pe) nasce em Pernambuco. Com suas nascentes em Alagoas são os rios Manguaba, Camaragibe Assú e o Mirim, formadores do Camaragibe, os rios Tatuamunha, Santo Antônio e o seu principal afluente Jitituba. Interessante observar que os rios da vertente Atlântico como Poção e Tapera têm suas águas com nomes mudados para Coruripe e São Miguel, respectivamente. O Coruripe recebe o Piauí, rio da região de Arapiraca. Outros rios, embora de pequeno caudal e bastante conhecidos por suas posições geográficas, são o Persinunga, que faz com Pernambuco nossa divisa em Maragogi, o próprio rio Maragogi, Sapucaí (limite de Barra de Santo Antônio/Paripueira), Sahuaçuy (limite Paripueira/Maceió), Meirim, Pratagi com a sua função importante de abastecedor de água para a nossa Capital, Riacho Doce, Guaxuma, Jacarecica e o mais famoso pela poluição que a população provoca e ?natural? de Maceió, o muito conhecido Reginaldo, que também troca de nome para Salgadinho. Ao sul de Maceió ainda temos o Remédio, Sumaúma, Niquim e Jequié. O rio São Francisco, que serve de divisa entre Alagoas e Bahia, como também de nosso estado com Sergipe, coloca-nos já por mim afirmado diversas vezes, como o maior gerador do sistema Chesf, ou seja, todo o potencial gerado em Moxotó (Usina Apolônio Sales) mais metade do gerado nas Usinas Paulo Afonso I, II, III e IV, entre Alagoas e Bahia e ainda os 50 % que nos cabe da energia gerada em Xingó. Injusto nada ganharmos como royalties dessa geração! A nossa natureza é inigualável! Possuímos um complexo lagunar sui generis formado principalmente pelos rios Paraíba e Mundaú que os batizo gêmeos, face suas nascentes serem bem próximas em serras de Pernambuco, seguirem cursos bem distanciados desaguando o primeiro na lagoa Manguaba e o segundo na lagoa do mesmo nome, Mundaú. Formam belíssimos canais, manguezais e ilhas sendo a mais importante a de Santa Rita. Por capricho da natureza desaguam finalmente numa única foz no mar águas limpas pela decantação sofridas nas lagoas! Não é a toa que temos um mar tão belo! Bem que poderíamos aproveitar o desnível do Mundaú para construir barragens sucessivas com finalidade múltipla de desassoreamento da lagoa, geradoras de energia, irrigação, piscicultura como também lazer para suas populações ribeirinhas. Diz a crença que Deus é brasileiro e acrescento plagiando Noaldo Dantas e sua naturalidade alagoana !