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Alagoas completa, neste domingo, 16, 201 anos de emancipação política. O fato aconteceu graças a um decreto assinado pelo então rei de Portugal D. João VI, que desmembrou o território alagoano da capitania de Pernambuco. Segundo alguns, teria sido um prêmio a Alagoas por não ter aderido à Insurreição Pernambucana contra a coroa. De qualquer forma, em 1817, a região de Alagoas já se apresentava como uma das economias mais dinâmicas e organizadas do Nordeste, o que permitiu o desenvolvimento social e cultural da população. Durante muito tempo, aliás, Alagoas chegou a ser considerado o ?filé do Nordeste?, por causa de suas condições privilegiadas. Mesmo sendo um estado pequeno, um dos menores do País, Alagoas sempre teve papel relevante na história política nacional. Foi daqui que saíram três presidentes da República, entre eles os dois marechais que consolidaram o regime republicano. O Estado também legou ao País muitos intelectuais, como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Pontes de Miranda, Artur Ramos, Nise da Silveira, Aurélio Buarque de Holanda e Lêdo Ivo. Nas últimas décadas, entretanto, Alagoas vem apresentando indicadores sociais negativos em várias áreas. Somos o Estado com maior número de analfabetos e estamos entre os mais violentos. Na década passada, por exemplo, o Estado permaneceu em último lugar no IDH interno ? índice que mede o desenvolvimento humano ? com média de 0,631 estando abaixo da média nacional. Possui também um deficit habitacional enorme. O crescimento de atividades informais e a falta de alternativas fazem com que mais famílias vivam marginalizadas. Do ponto de vista econômico, o Estado continua extremamente dependente da União e incapaz de caminhar com as próprias pernas, como mostra ampla reportagem publicada na edição deste fim de semana da Gazeta. O endividamento com a União compromete parte considerável da renda estadual, montante este que serviria para novos investimentos. Nesses 201 anos, portanto, Alagoas já viveu fases de pujança econômica, mas também períodos de estagnação. Com isso, há muitas demandas a serem atendidas. A população espera que o Estado viva dias melhores e possa superar suas deficiências.

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