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Opinião

A política atrai os jovens?

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Estamos em período eleitoral e os candidatos se movimentam tentando ganhar o voto da população. Através da imprensa soube que no Brasil inteiro é reduzidíssimo o número de jovens na faixa dos 18 aos 25 anos que se interessam por política, como também é muito pequeno o número daqueles que na faixa de 16 a 18 anos foram tirar o seu título de eleitor para votar pela primeira vez. E ouvimos também através da imprensa a opinião de muitos desses adolescentes em diversas cidades brasileiras justificando o seu comportamento. Afirmam eles que essa falta de motivação está relacionada com o descrédito, com a decepção na política atual do ?tome lá e dê cá?, com a falta de ética e de civismo da grande maioria dos políticos atuais que se utilizam do mandato para realização de um verdadeiro balcão de negócios. A adolescência não é apenas uma faixa etária, ou uma época de desfeitas; é um estado de espírito, é a antessala do amadurecimento, é o verdadeiro prefácio do livro da vida. As modificações que se processam no organismo nessa fase de transição são acentuadas, principalmente as de ordem física, graças às atividades glandulares. É a fase da irreverência, do protesto. Atingindo a maturidade biológica com as grandes transformações hormonais e orgânicas o adolescente busca novas estruturas para sua personalidade e procura novos conceitos dentro da sociedade. Quando ele encontra nesta comunidade exemplos negativos dos pais ou das pessoas que lideram politicamente sua região ou seu País, ele se decepciona, se embrutece e se revolta. É preciso que os adolescentes de hoje sejam muito fortes e muito evoluídos espiritualmente para não se contaminarem com tantas e tão tristes manchetes de todos os dias referentes àqueles que desempenham mandatos que deveriam ter um comportamento ético e digno. Cabe a eles, que são os futuros dirigentes do Brasil, com perseverança, coragem e fé, tentar modificar essas escandalosas manchetes, incorporando às suas vidas as obras imortais de filósofos, poetas e até políticos do passado que contribuíram e muitos ainda contribuem para que a humanidade conheça a paz, a dignidade, a decência, o respeito e o amor, virtudes essas que o adolescente não pode prescindir para reviver amanhã os ensinamentos de Cristo e de todos os que o seguiram, para que tenhamos assim um mundo mais feliz. O Prof. Mario Rigato, de Porto Alegre, nos dá verdadeira dimensão dos ideais da juventude quando diz: ?Todos sejam abrigados para que não tenham frio, não sintam fome, tenham uma vida digna, livre, feliz e útil para que possam corrigir amanhã os erros grosseiros que eles viram hoje?. As desilusões se repetem. Para muitos brasileiros o viver tem sido penoso. Mas, apesar de tudo, neste mundo difícil como o atual é preciso navegar nos barcos da vida e jamais sacudir os remos na água.

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