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Padre Pio: o santo estigmatizado

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Recentemente estive em San Giovanni Rotondo, uma pequena cidade do sul da Itália que se tornou conhecida pela presença de um dos santos mais populares deste tempo: São Padre Pio. Falecido em 1968, é possível ver o corpo do sacerdote capuchinho em uma urna de vidro, pois após todos esses anos se encontra incorrupto, atraindo a atenção de todos os que visitam o lugar. O fato de seu corpo não ter entrado em decomposição é algo que faz refletir. Por que Deus assim o quis? Realmente o querer divino é o que conta, visto que não há explicações científicas para o fenômeno, e ao conhecer a história deste santo é fácil identificar a resposta: porque o corpo de São Padre Pio carregou durante muitos anos os estigmas de Jesus Cristo e Deus quis que este permanecesse no tempo ainda como um sinal. Para o leitor menos habituado a essa temática, aqui explico o significado através do ocorrido com o sacerdote. Contemplando um crucifixo na capela da Igreja onde celebrava suas missas, Padre Pio recebeu em seu corpo as chagas de Jesus Cristo, ou seja, as feridas nas mãos, nos pés e no lado do coração como sinais do que aconteceu com nosso Senhor. De início eles eram invisíveis e depois tornaram-se visíveis, chamando a atenção das pessoas e inclusive da Igreja, que fez uma meticulosa análise para confirmar sua veracidade. Os estigmas de Padre Pio permaneceram por cinquenta anos e foram causas de muito sofrimento, o que levou o santo a se tornar mais e mais configurado ao crucificado. Médicos renomados da época, como o Dr. Giorgio Festa e Dr. Romanelli, examinaram o fenômeno e atribuíram-lhe causa sobrenatural, pois não havia explicação plausível pela medicina. O impressionante é que sangue era vertido dos estigmas, mas isso não causava infecções, edemas, inflamações ou algo parecido. Eram feridas que persistiam em ficar, causando espanto a todos que conviviam com o franciscano. Este ano estamos celebrando cem anos da estigmatização de Padre Pio. Com o centenário, aumentou-se a divulgação do fato e consequentemente cresceu o número de visitantes ao lugar. Lembro-me de São Paulo que disse: ?eu completo na minha carne o que falta à Paixão de Cristo?. Não que a morte de Cristo tenha sido incompleta, mas o sentido da expressão é que nossos sofrimentos podem ser unidos aos de Jesus, cooperando para a redenção da humanidade. Pe. Pio soube bem o que isso significava, pois algumas vezes assim expressou: ?As almas custam sangue?. Sim, é uma verdade que poucos são capazes de entender.

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