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Opinião

O Cônego Domingos Fulgino da Silva Lessa

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Merece uma menção especial à pessoa do Cônego Domingos Fulgino pelo muito que significou para Coruripe e Poxim. Dedicou sua vida e suas ações às comunidades dessas duas cidades. Soube servir à Igreja e ao Brasil como capelão militar na Guerra do Paraguai e Pároco adjunto de Coruripe e Poxim. Cônego Domingos Fulgino da Silva Lessa foi presbítero secular do hábito de S. Pedro, Cônego honorário da capela imperial e cavaleiro das imperiais ordens de Cristo e Rosa. Foi capelão-capitão honorário do Exército brasileiro e efetivo do corpo de polícia da Província das Alagoas. Foi condecorado com a medalha da Campanha do Paraguai, por bravura e destemor. Foi capelão do 20º corpo de voluntário na guerra do Paraguai. Do púlpito da Igreja do Poxim, por ocasião da Guerra do Paraguai, o Cônego Domingos Fulgino tornou-se o maior incentivador ao alistamento militar de jovens pescadores e artífices para lutar como soldados na Guerra do Paraguai. Conta-se dele que num domingo, à Estação da Missa, como se dizia na época, depois de convocar os jovens para a guerra foi interpelado por uma mulher que assim falava: ?O senhor vigário manda nossos filhos para o Paraguai e fica longe do perigo?! Diz-se que o Cônego veio para Maceió, viajou para o Rio de Janeiro e sentou praça como capelão, permanecendo quatro anos na guerra do Paraguai. O Cônego Domingos Fulgino foi o primeiro capitão-capelão de Alagoas, nomeado pelo presidente da Província, José Bento da Cunha Júnior, em 13 de maio de 1870. Como intelectual, o Cônego foi o patrono da cadeira 7 da Academia Alagoana de Letras. Ele chegou ao posto de Major do Exército Brasileiro. Esteve presente às batalhas da Laguna, do Curupaity e também às de Riachuelo, de Tuyuty e de Cerro Corá, onde enfrentou a morte.

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