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Opinião

Ciência e empreendedorismo, aliança estratégica pelo País

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Nenhuma nação desenvolvida prescindiu de um forte arranjo científico e tecnológico capaz de produzir ciclos virtuosos de inovações. Desenvolvimento está intimamente acoplado à incorporação de conhecimento como elemento motor da competitividade. No caso brasileiro, apesar dos avanços recentes no campo regulatório e dos instrumentos da Lei de Inovação, da melhoria da infraestrutura de pesquisa, dos arranjos institucionais e dos resultados obtidos em setores estratégicos, ainda estamos longe das melhores posições nos rankings globais de inovação. Se olharmos os exemplos de setores como petróleo e gás, agronegócios, mineração, energia, aeroespacial, construção civil e indústrias de base e transformação, vemos, em décadas recentes, que fomos capazes de produzir avanços na tão desejada aproximação do mundo do conhecimento do mundo da produção, gerando inovações. Ciência e inovação já começam a fazer parte das forças propulsoras de nossa economia e da superação dos desafios de produtividade e competitividade em escala global. Apesar desses avanços, precisamos ampliar os esforços que contribuam para uma maior integração entre empresas e centros de pesquisa, ampliando os investimentos pelo setor privado a exemplo de países melhores posicionados em inovação. Essa maior participação das empresas não reduziria a importância do papel do Estado. Há gargalos em setores estratégicos e desafios estruturais do País que precisam contar com financiamento público adequado. Apesar dos avanços da Lei de Inovação, ainda nos falta um ambiente regulatório mais favorável que estimule as empresas a ampliar investimentos em P&D. Estreitar o contato dos pesquisadores com a cultura empreendedora no período de formação, estimulando o engajamento maior na aplicação de conhecimento. O Sebrae, que participa da Mobilização Empresarial pela Inovação-MEI, vem desenvolvendo, com um conjunto de parceiros, a exemplo da CNI, MDIC, Finep, Embrapii, BNDES, um conjunto de ações que endereçam a superação dos principais desafios do País rumo a uma economia mais competitiva. Além disso, busca ampliar a cultura empreendedora no ambiente universitário. O Programa Nacional de Educação Empreendedora propicia a oportunidade de conhecer os fundamentos básicos para abrir e gerir um negócio. Simultaneamente, a instituição tem investido de maneira resoluta em sua inserção nos ecossistemas de inovação, onde startups estão inseridas, boa parte delas nascidas nas universidades e institutos de inovação. No ano em que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) celebra seus 70 anos, queremos contribuir para a maior aproximação da ciência com empreendedores, empresas, governos e sociedade. Esse é um jogo onde todos ganham. Países como Israel, Coreia do Sul, EUA, Alemanha e crescentemente a China, demonstram que investir nesta maior aproximação entre ciência, empreendedorismo e o mundo da produção gera resultados evidentes no campo da inovação.

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