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As estatais e a sangria nacional

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As filas de desempregados à procura de um bico que os retire da humilhação suprema do desemprego continuam imensas. Agrava-se ainda mais a crise nos hospitais universitários públicos por falta de verbas. Os hospitais filantrópicos fecham mais e mais leitos. Os pacientes continuam morrendo cruelmente sem atendimento por todo o País. A segurança e a educação públicas agravam as suas já precárias condições e a criminalidade campeia. Não existem recursos públicos para minorar esta vergonhosa situação entre os mais pobres. Mas o Congresso Nacional aprovou um pacote de ?bondades? que vai aumentar os gastos do governo em mais de 100 bilhões de reais/ano, beneficiando poderosas corporações públicas já muito privilegiadas, desprezando totalmente esta humilhante tragédia nacional. Nessa crônica irresponsabilidade legislativa, o tamanho do Estado, veio mais uma vez à tona com exemplos avassaladores. A EBC, empresa do governo que administra uma rádio, uma TV e uma agência on-line, tem na sua folha de pagamento ao menos 83 empregados que recebem mais de R$ 20 mil por mês, além de outros benefícios. Entre os concursados, o maior vencimento é de R$ 35,8 mil de uma funcionária do setor de contabilidade. Por ser mais do que o salário de um ministro do Supremo (R$ 33,7 mil), sofre o abate-teto. Há cinegrafistas que receberam, em maio, R$ 25 mil (a iniciativa privada paga, em média, R$ 4 mil) e uma secretária, R$ 27,8 mil, mesmo salário de um juiz em início de carreira. Do orçamento de R$ 726 milhões da EBC para este ano, 56% é referente a despesas com pessoal e encargos sociais. O recente relatório divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional demonstra que, nos últimos 5 anos, os gastos com as estatais foram de R$ 122 bilhões e o retorno de R$ 89 bilhões. Este imenso prejuízo foi bancado, como sempre, pelo Tesouro Nacional, sugando recursos dessas áreas sociais caóticas. O Tesouro Nacional informou ainda que as cinco principais estatais (BB, BNDES, Caixa, Petrobras e Eletrobras) respondem em média por mais de 90% desses prejuízos nos últimos 5 anos. Registre-se que estas empresas possuem ainda um grande quantidade de subsidiárias em sua estrutura, totalizando 103, às custas do contribuinte. Entre as mais deficitárias da Eletrobrás, está a Ceal, cuja privatização está proposta tentando reduzir seus imensos prejuízos que são repassados para os contribuintes. Essa perversa situação das estatais precisa ser abordada ampla e verdadeiramente na campanha eleitoral que se aproxima. Os desprezados e sofridos eleitores precisam saber da verdade.

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