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Opinião

A busca do conhecimento

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O conhecimento é uma fonte inesgotável de informações apreendidas pelo ser humano desde o nascimento até a morte. Embora este conceito possa prevalecer também para outros seres vivos, haja vista que a construção do conhecimento é um processo que reúne todos os sentidos do corpo, como: visão, olfato, paladar, audição e o tato. As informações reunidas formam o que podemos chamar de banco de dados que representa todo conhecimento apreendido. Nesse viés, tanto o homem como os animais adquirem conhecimento sensorial. E talvez por isso Dostoiévski diga que ?a mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais?. Nessa linha de raciocínio, o que difere os animais do homem é a razão. A Bíblia, no livro do Gênesis, tem uma passagem que explica muito bem esta questão. ?Ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: ?De toda árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, dela não comerás, pois no dia em que comeres certamente morrerás.? Gen 2.16-17 Mesmo numa forma alegórica o texto mostra perfeitamente que só o homem, e não qualquer outro animal, seria capaz de usar a razão para decidir pelo ?conhecimento do bem e do mal?. Na sua linha do tempo, entre o nascer e morrer, o homem persegue, mesmo que não perceba, o conhecimento. A cultura é uma forma de conhecimento empírica que é transmitida de pai para filho e da mesma forma entre os animais. Para o homem, isto pode ser tratado também como conhecimento popular. E mais uma vez o homem se diferencia pela razão. É a razão que questiona. E é desse questionamento que vem o conhecimento filosófico. É a razão que move a busca por respostas. Daí vem o conhecimento científico, que é aquele que para se completar necessita do conhecimento empírico, ou seja, da comprovação da experiência científica. A seleção desse conjunto de conhecimentos é o que podemos chamar de conhecimento intelectual. O conceito de civilidade é muito amplo, no entanto, no âmbito das relações humanas esse código de conduta é a expressão do próprio conhecimento apreendido. Todo homem que busca incessantemente o conhecimento é um sábio. A sabedoria, segundo Sócrates, reside em ser consciente de sua ignorância. Razão para que o sábio, necessariamente, não seja um intelectual. O que nos leva a crer no quanto é necessário conhecer a si mesmo. E isto nos conduz a outro pensamento de Dostoiévski, que diz:?O segredo da existência humana reside não só em viver, mas também em saber para que se vive.? E para que vivemos? Será que a vida se resume na construção para nós mesmos de uma armadura de conhecimento intelectual para afrontar a civilidade sem sabedoria alguma? Parece a música do velho Noel dizendo: ?Quem é você que não é o que diz. Meu Deus do Céu, que palpite infeliz.?

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