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Opinião

Sempre Marista – ex-aluno jamais!

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Sou tão feliz com o cotidiano, nunca desejando voltar um dia sequer da existência, apesar das boas lembranças acalentando meu passado. Certamente por isto, venero os pilares de minha sustentação: a família e meu colégio. Para alguns, parentes são apenas pai e mãe. Eu, ao contrário, entendo ser a família sinônimo de amor, carinho e felicidade: um grupamento harmonioso a se querer mutuamente, permanecendo unido, sendo autêntica fonte de exemplos. Já colégio, para mim, sempre será o Marista, um ambiente quase doméstico, onde cultivei meus primeiros valores, aprendi regras de vida e percebi nosso planeta, solidificando uma identidade e sendo introduzido no processo de socialização. O tempo passou! Sorri para o mundo e fui retribuído, sem nunca deixar de me comportar como membro de minha família e aluno Marista, porque eles me criaram enraizando em meu coração traços indeléveis. Meus pais, Rostand e Marlene, sempre presentes em minha caminhada, nunca me protegeram, optando por ensinar a lutar por meus objetivos, sem esquecer o ontem. Saudades de minha doce infância, da primeira professora, Dona Amélia, tão meiga na hora de ensinar o bê-a-bá. Quantas lembranças do Internato Marista... dos Irmãos Aluísio, Tomé e Aguiar além do inesquecível Irmão Getino, querido mestre de matemática, possuidor de uma caligrafia milimetricamente perfeita, talvez meu grande incentivador da prática esportiva, transformando-me em esforçado goleiro. Quantas recordações das brincadeiras de pés descalços; de sentar nas escadarias para assistir os colegas jogarem espiribol à espera de minha vez; dos sanduíches comprados na cantina do Cabeleira; do sorriso do Rubão; dos suculentos roletes de cana vendidos pelo Índio; das bancas escolares, de jogar bola e brincar nas barreiras do Jacintinho, mesmo sabendo ser proibido andar por ali, ficando exposto a possível castigo, por desobediência... Imensas saudades dos Irmãos Giovane, com suas aulas de Francês; Getúlio, instrutor de história; Marcelo e João Evangelista, responsáveis por me ensinarem não apenas a escrever, mas a transformar o escrito em algo a ser lido por meus semelhantes. Estes dois últimos, professores da língua portuguesa, souberam transmitir a importância de lidar com os verbos, substantivos, adjetivos, pronomes e também com pontos e vírgulas, influenciando-me a trilhar o caminho das letras. No Marista encontrei as primeiras amizades e hoje, com o passar do tempo, vejo como, desde então, todos mudamos de vida, nos reorganizamos, desenvolvemos novos interesses, embora permaneçamos ligados para sempre, compartilhando as mesmas reminiscências, porque boas lembranças são tão marcantes a ponto de jamais serem esquecidas. Uma grande afeição permanece cultivada, mesmo com o passar do tempo. Cursei todo o primário e secundário no Marista. Já estudante de Engenharia, ali permaneci, como professor, por cinco rápidos anos, até a data de minha graduação. Por tudo isto, sempre serei Marista. Próximo sábado, na sede do colégio, todas as gerações se reunirão para um congraçamento, já batizado como o Dia Anual das Encantadoras Recordações. Eu estarei lá!

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