loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Pagar para ver

Ouvir
Compartilhar

Nos 18 anos do novo milênio vários fenômenos econômicos, sociais, culturais, políticos provocaram mudanças no que prevalecia durante o século XX. De tal forma que aquilo que consagrava os conceitos usuais quase perdeu o significado, transmutou radicalmente. A globalização financeira impôs as suas agendas que, diga-se de passagem, não são originais, mas emprestadas de velhas ambições da plutocracia mundial, das grandes potências globais. Em 1995, Gerard Colby e Charlotte Dennett publicaram o livro Seja feita a vossa vontade, uma denúncia sobre a tentativa da conquista da Amazônia durante quatro décadas pelo magnata Nelson Rockefeller, herdeiro de um império petrolífero, e o visionário, fanático religioso norte-americano, Cameron Townsend. Os alvos eram a conquista da Amazônia, a evangelização das populações indígenas. Por trás dos esforços de ambos se formou uma extensa rede de interesses políticos, econômicos, acadêmicos, que resultou em ataques à natureza, espionagem, patrocínio a ditaduras, genocídios, exploração predatória de riquezas naturais etc. O prestígio dos Rockefeller ainda existe, um falso ambientalismo surge na atual agenda do capital rentista e as antigas cobiças estratégicas permanecem. Às velhas agendas hegemônicas somam-se as que pontuam o discurso dos magnatas da especulação através da grande mídia, formatando uma plataforma uníssona de causas do ?politicamente correto?, várias em sua origem autojustificáveis, mas que se transformam no alfa e ômega de ativistas de setores médios, inclusive progressistas. O que vem facilitando o butim sobre as riquezas nacionais, os interesses estratégicos da Nação no desmonte do Estado brasileiro, da democracia, das conquistas sociais, o retrocesso no processo de industrialização do País etc. Na crise da Nova Ordem Mundial a ?onda? da ?desglobalização? financeira chega tardiamente ao Brasil, daí a subalternidade da Nação em profunda crise institucional e cultural. É a era das incertezas. Nada indica que a saída a essa crise geral, quando ergue-se em modo de piloto automático o discurso das aparências, será o rumo nacional, democrático do desenvolvimento, da democracia. Nos anos 30, frente à tibieza e à imobilidade dos oposicionistas, surgiu o nazifascismo com danos letais à humanidade. Estão pagando para ver.

Relacionadas