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Opinião

O Fofoqueiro do Poxim

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Em 1819, era juiz de Paz do Poxim Vicente Anastácio dos Santos, que lavrou uma sentença contra Ludovico Cedrim por razão de suas fofocas e mexericos que estavam causando revolta na população do Poxim. Diz o documento (Dr. Sávio Almeida nº 432) que ?Ludovico vivia às custas da mulher que trabalhava de costureira. Era antipatizado pela população do Poxim porque se metia na vida alheia e espalhava mentiras dizendo aos maridos que as mulheres os traíam com os vizinhos. Procurou logo de manhã cedo o Sr. José Florenço para dizer que tivesse cuidado com o alfaiate João Bezerra, que andava seduzindo sua mulher. Espalhou na rua que Chico Pereira de Carvalho tinha roubado a mula do açougueiro Joaguim Dezidero e vendido a um almocreve de Coruripe. Atiçou uma mulher casada com a de um barbeiro dizendo que seu marido fazia farra com uma prostituta do Poxim. As duas se atracaram na porta da igreja por volta das cinco da tarde depois da cantoria das vésperas pelo vigário local. Foi sentenciado a receber 150 chibatadas com chicote de três pernas. As 60 primeiras chicotadas foram dadas pelas ruas do Poxim, no percurso entre a matriz e o cemitério. As restantes foram dadas no Pelourinho, que ficava em frente da matriz. Para completar a sentença, foi expulso do Poxim por cinco anos. A sentença foi proferida a 16 de dezembro de 1819 na Vila Real do Poxim do Sul. A partir dessa data, parece ter desaparecido a fofoca na Vila do Poxim.

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