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Começa hoje, em todo o País, a propaganda eleitoral no rádio e na TV. Até o dia 4 de outubro, candidatos a presidente da República, governador, senador, deputado estadual e deputado federal tentarão firmar sua imagem junto ao eleitor, num esforço para convencê-lo de que é o melhor nome para ocupar o cargo. A função do chamado guia eleitoral é justamente capturar o voto do indeciso ou daqueles que ainda não estão muito convictos no nome que registrarão nas urnas no dia 7 de outubro. A propaganda eleitoral já sofreu muitas mudanças ao longo dos anos. Inicialmente, era a mais ampla possível, com distribuição de santinhos, broches, dísticos, bonés, camisetas, bandeiras, adesivos, panfletos, informativos, visita de casa em casa, fixação de outdoors, pinturas em muros, fixação de cartazes em pontos de ônibus, fixação de placas em árvores, viadutos, pontes, carreatas, carros de som, comícios, showmícios, reuniões de bairros. Hoje, está mais curta e cheia de restrições. O objetivo foi baratear as campanhas e reduzir a força do poder econômico. Na prática, engessou o processo. Além das mudanças nas regras, na campanha eleitoral deste ano destaca-se a força das mídias sociais e sua maior participação no processo de propaganda, principalmente tendo em vista a grande penetração da internet no dia a dia dos brasileiros. Se, nas eleições de 2014, esse fenômeno já pôde ser constatado, agora mais ainda, pois cada vez mais pessoas estão conectadas. Apesar de a televisão ainda ser o veículo de comunicação mais popular do Brasil, já não tem a força de antes como formadora de opinião. Além disso, como se trata de uma campanha curta, as mídias digitais e eletrônicas ganham uma importância estratégica ainda maior, pois conseguem atingir grandes parcelas de público de modo instantâneo e simultâneo. Os candidatos que dispõem de pouco tempo no guia eleitoral no rádio e na TV têm a chance de compensar a pouca visibilidade explorando as redes sociais. De qualquer forma, seja por qual for a plataforma, o eleitor espera que os candidatos aproveitem o tempo de que dispõem para apresentar propostas concretas a fim de resolver os graves problemas enfrentados pelo País e também pelos estados. O momento é crítico e exige responsabilidade e equilíbrio.

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