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Opinião

Em ponto morto

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O Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro no segundo trimestre, empatado com o do Japão, é o menor de um ranking com 47 países, elaborado pela Austin Rating. A lista considera os resultados das maiores economias do mundo. A comparação leva em conta o crescimento de 1% da economia em relação ao segundo trimestre de 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), abaixo do registrado em outras economias, como Peru (5,4%) Chile (5,3%) e Colômbia (2,5%). Frente ao primeiro trimestre, a economia brasileira avançou 0,2%. Na média, as 47 economias analisadas cresceram 3,4% no segundo trimestre, na comparação anual. Já o grupo dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) teve alta média de 4,4% no PIB. Os números divulgados nessa sexta-feira pelo IBGE mostram que a economia brasileira mantém o ritmo em marcha lenta com que entrou em 2018, marcado pela dificuldade de gerar emprego e de estimular os investimentos. Embora, tecnicamente, a recessão tenha ficado para trás há mais de um ano, a retomada da economia segue devagar, tanto que ainda não é percebida pela população. A maior frustração vem do mercado de trabalho. No ano passado, o crescimento do emprego informal reforçou a expectativa de que o desemprego começaria a ceder. Entretanto, isso não aconteceu. A geração de novas vagas só voltou a reagir um pouco em julho. De acordo com os dados do IBGE divulgados na quinta-feira, 12,9 milhões de brasileiros estão desocupados ou desempregados ? grupo definido como o que segue em busca de emprego. O resultado representa uma pequena queda em relação ao levantamento anterior, mas deve ser visto com cautela, pois muitos que saíram da lista do desemprego o fizeram não porque conseguiram trabalho, mas simplesmente porque desistiram de procurar. São os chamados ?desalentados?. Outro grupo migrou para atividades informais, que não oferecem direitos, como aposentadoria, auxílio-doença ou seguro-desemprego. O fato é que o próximo governo terá o grande desafio de destravar a economia, para que o País volte a crescer e gerar empregos. Isso não ocorrerá de um único golpe ou de voluntarismo, mas de uma série de fatores que devem atuar em conjunto, ou seja, de um plano consistente de governo.

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