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Daqui a uma semana, os brasileiros irão às urnas para eleger o presidente da República, senadores, governadores, deputados estaduais e deputados. Os próximos dias, portanto, serão de grande movimentação por partes das equipes de campanha dos candidatos, na briga para conquistar o voto dos indecisos. Assim como ocorreu em 2014, o período eleitoral, principalmente na disputa pelo mais alto cargo da nação, os ânimos estão acirrados. As últimas pesquisas de intenção de voto mostram que o quadro ainda não está definido, principalmente quando se observam as projeções para o segundo turno. As eleições já foram chamadas de festas da democracia, pois é a oportunidade de a população escolher seus representantes. Para isso, aqueles que almejam esse posto devem apresentar suas propostas para que os cidadãos tenham condições de escolher bem. Infelizmente, nos últimos anos o debate político foi substituído por um discurso de forte conteúdo emocional, que impossibilita o diálogo. A polarização contaminou todo o processo, que se transformou numa autêntica briga de torcidas sem sentido. Esse clima é ainda mais grave no mundo virtual. As chamadas redes sociais ? importante fator de mobilização política ? acabaram contribuindo para a simplificação ou, até mesmo, a infantilização do debate político. O compartilhamento de informações é superficial e muito rápido. Ninguém quer se dar ao trabalho de verificar se determinada informação é verídica, se é de fonte confiável ou se se trata de mera especulação. O que vale é desqualificar o candidato adversário. Como já foi dito neste espaço em outra ocasião, o mundo virtual virou um campo de batalha aberto. Contra aqueles que pensam diferente, parece valer tudo: insultar, xingar, caluniar, sem o menor pejo. Basta qualquer manifestação de pensamento para que as brigas comecem e se estendam. Até mesmo declarações sem cunho político-partidário podem gerar reações desmedidas. Enquanto isso, estruturas políticas que atrasam o País continuam intactas. Nesse período eleitoral, é fundamental que os cidadãos reflitam de maneira sensata, exercitando a autocrítica e deixando de lado sentimentos de preconceito, intolerância e ódio. Esse clima de guerra não faz bem às pessoas nem ao País, que tem muitos desafios a vencer. Ainda há tempo de refletir antes de registrar o voto na urna.

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