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Os pequenos negócios e a construção do futuro

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Neste momento em que vivemos o primeiro turno das Eleições 2018, o País celebra nesta sexta-feira, dia 5 de outubro, o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa (MPE). O momento não poderia ser mais oportuno e rico de significados. Afinal, como pensar o futuro do País se não considerarmos o papel estratégico desempenhado pelas pequenas empresas na economia e na vida de milhões de brasileiros? Os pequenos negócios são a nossa principal força motriz e representam hoje 98,5% do total de empresas formais em operação no País. Presentes em todos os segmentos de atividade, do artesanato às mais inovadoras startups, as micro e pequenas empresas geram renda, trabalho e inclusão. Somente nos oito primeiros meses deste ano, os pequenos negócios foram responsáveis por um saldo de 70,8 mil vagas de trabalho, representando 64% dos postos preenchidos no País com carteira assinada. Mantida esta tendência, as MPE devem fechar o ano com 600 mil empregos gerados, o melhor resultado nos últimos três anos. Desse modo, as pequenas empresas seguem, apesar da crise, sustentando a economia brasileira. Para alguns segmentos da população, a importância dos pequenos negócios têm um significado ainda mais expressivo. É o caso dos jovens que buscam o primeiro emprego. Análises feitas pelo Sebrae a partir de dados do Caged mostram que as MPE são a principal porta de entrada desse público no mercado de trabalho formal (59% dos empregados com carteira assinada, até 24 anos, trabalham em um pequeno negócio). Outro universo de pessoas para as quais as pequenas empresas têm sido fundamentais é o de trabalhadores da terceira idade. O Ministério do Trabalho e Emprego aponta as pequenas empresas como responsáveis por 58% dos empregados com carteira assinada com 65 anos ou mais. Isso sem falar dos milhões de empreendedores presentes nas favelas e comunidades pobres do País, gerando trabalho e renda. O Sebrae é uma voz que se ergue em defesa dos pequenos negócios. E por isso trabalha em parceria com o Governo Federal, o Congresso Nacional, os Governos e Legislativos Estaduais e municipais. Relação duradoura que fortalece o fomento aos pequenos negócios em todos municípios brasileiros. O Brasil avançou muito desde 1999, quando foi criado o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (que é comemorado neste dia 05 de outubro). Construímos novos marcos regulatórios que tornaram mais segura a atividade do empreendedorismo, criamos fontes de financiamento e simplificamos a tributação. O Brasil precisa melhorar o ambiente de negócios e as condições macroeconômicas, pois mesmo com as conquistas das últimas décadas, continua oferecendo às micro e pequenas empresas um ambiente adverso, burocrático, de crédito restrito e regras draconianas. Por isso, é importante que os eleitores analisem cuidadosamente as propostas de seus candidatos. Verifiquem quais ideias eles apresentam para estimular o empreendedorismo, a abertura de novos negócios e o crescimento daqueles que já estão em operação. Antes que você pense que por não serem donos de uma pequena empresa essa agenda não lhe pertence, vale lembrar que mais da metade dos empregos formais do País estão nos pequenos negócios (54,5%); e é essa complexa cadeia de negócios que envolve as médias e grandes empresas, que vai do campo à indústria, que mantém o país de pé. Sem as pequenas empresas, estaríamos enfrentando uma situação de exclusão social ainda mais grave, com reflexos dramáticos na segurança, na oferta de serviços públicos de saúde e educação. Por isso, neste momento crucial de nossa vida como cidadão e eleitor, vale conhecer melhor as propostas dos candidatos. Ainda dá tempo. Nenhum País se tornou desenvolvido e mais justo sem considerar a agenda do empreendedorismo e dos pequenos negócios, especialmente da base da pirâmide socioeconômica.

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