Opinião
E por falar em eleições...
Vamos relembrar que aquele que for eleito, ao ser empossado, estará num cargo sagrado. O exercício da autoridade é um serviço que os governantes prestam aos governados; nesse sentido, a autoridade é servidora de Deus, para o bem do povo. É um pastorado social. Independente de o eleito ter ou não uma religião. Portanto, se a autoridade é instituição divina para o bem de todos, é dever de cada um de nós participar das questões políticas esforçando-nos, pelo menos, para eleger bem e não se deixar subornar para votar em alguém. O que Deus requer desses seus servidores é que sejam fiéis e bons administradores, segundo a justiça de Deus. Não é lugar para amadores, nem sonhadores, nem aventureiros, nem dominadores, nem ilusionistas que pretendam divertir, leia-se ?enganar? o povo com pão e circo. O povo precisa de políticos e políticas justas. Políticos solidários com o povo, não conchavadas com interesses de grupos que visam se dar bem em detrimento do bem comum. Portanto, o que se requer é que sejam preparados, tenham conhecimento, entendimento das leis, formação, caráter, projetos viáveis e de interesse da sociedade. E, me parece que, num contexto social desordenando, desesperançado, frustrado, oprimido e deprimido, e ainda perturbado por um poder paralelo e pela índole cínica, debochada e atrevida de outros, é muito importante que nossas autoridades eleitas restabeleçam a ordem, devolvam a esperança, a alegria, a autoestima do povo, com bons serviços na educação, na saúde e na segurança. E que promovam a geração de trabalho e renda para essa multidão de desempregados ou subempregados e explorados que por aí está. O bem-estar do próximo é mandamento de Deus. Portanto, cuidar disso através do exercício da autoridade política é também atividade agradável a Deus. E aí entra a importância do meu voto! Devo me informar e conhecer os candidatos. Não apenas suas propostas, pois em época de campanha há muita fantasia e promessas que dizem o que o povo quer ouvir, mas sem compromisso efetivo, capacidade e possibilidade de as cumprir. É preciso conhecer também a formação humana e o caráter do candidato. Saber se ele tem competência para tal cargo. Quais são as suas ligações e parcerias. Qual é sua equipe de governo. Quem ou o quê poder está por trás de sua campanha. Não vote num candidato em função da crença religiosa dele ou por defender uma crença sua. Não vote em um candidato cuja corrente ideológica é maléfica à sociedade. Vote em alguém que vá governar para todos e não para uma minoria. Vote em alguém que tenha sabedoria e capacidade para não se deixar envolver e corromper pelo mercado, sempre de tocaia para abocanhar mais uma fatia, em prejuízo do povo. Deus nos abençoe e oriente nesse momento.