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Opinião

Tchau, queridos

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Se foi a vontade soberana da maioria, temos que aceitar e respeitar a decisão dos milhões de eleitores que votaram nesse domingo. Feliz é o país onde o exercício da cidadania lhe dá o direito de escolher livremente os seus representantes. São pilares da democracia que nos abrem frentes para múltiplas possibilidades, inclusive de expurgar da vida pública veteranos usurpadores do erário público. De Norte a Sul, vários desses caciques foram cassados pela vontade popular. Incluindo o Nordeste, sempre tão vilipendiado pelo obscurantismo eleitoral. Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e até Alagoas acenderam luz vermelha para as velhas oligarquias. Outras dezenas de coronéis passaram pelo ?pau do canto?, como se dizia com os maus alunos na linguagem escolar antigamente. Continuarão mamando, mas a vez deles chegará como chegou para Sarneys, Lobões, Cunhas Lima, Eunícios, Garibaldis, Jucás, Requiões, Richas e Pirilos. Até Minas e São Paulo deram ?tchau, queridos?, sem volta para Dilma e Suplicy. A faxina haverá de continuar em novos pleitos porque as mudanças de que tanto precisa o Brasil passam pela completa renovação de executivos e legisladores indignos de representarem seus eleitores. O resultado das urnas até o seu desfecho, no dia 28, não deve ser motivo de discórdia. Embate com argumentos pela conquista do voto, sim. Instigar violência e ódio é intolerante. O debate exige bom senso de ambas as partes. Cada lado com sua ideologia, convicções e acima de tudo com respeito, civilidade e sentimento democrático, inclusive o eleitor que no calor da paixão comete atrocidades imperdoáveis. Nosso País vive uma séria crise política, econômica e total desconexão dos poderes com os anseios da sociedade há mais de uma década. A máquina do desenvolvimento está sem combustível, a confiança nas lideranças foi perdida. É hora de desarmar os espíritos, baixar a guarda do radicalismo exacerbado. Basta de vender ilusões e fazer da pobreza escada para a perpetuação de grupelhos no topo do poder. Chega de discurso populista incendiando a massa e disseminando rancor. Os pobres precisam mesmo é de escola, condições humanas de atendimento médico. Não se combate pobreza dando esmolas. A dor da fome e da miséria só deixa de doer quando as famílias tiverem emprego digno graças a ações de governo fomentando investimentos para as empresas moerem seus negócios, no comércio, indústria e na construção civil, sustentáculos do desenvolvimento e geração de emprego. O resultado da eleição também não justifica insulto. Provocação contra uns, vingança para outros, desespero para os derrotados. O momento é de reacender a esperança e comemorar a festa da democracia revivida neste domingo. Não esqueçamos que as instituições estão funcionando, a Lava Jato ainda existe apesar das tentativas de esvaziá-la. Dezenas de figurões estão pagando pelos seus erros atrás das grades e como Deus é o maior dos juízes, outros pecadores em breve verão o sol quadrado na companhia dos comparsas. Nosso País é bom, está entre as maiores potências do mundo. Precisa de um choque de austeridade, honestidade e compromisso com o símbolo inviolável do verde e amarelo e que o futuro governo garanta: democracia, sempre.

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