Opinião
Último adeus a Francisco Sales, mecenas de Penedo

Com enorme pesar e infinita tristeza, penso em um amigo que se foi! O pesar maior é que apenas soubemos do lamentável acontecimento oito dias depois (dia 26 de setembro de 2018); é que ao telefonar para o seu funcionário, ele me comunica que tudo estava consumado! Sales se fora. Nessas horas não se sabe o que dizer, pensar, comunicar. Até nem sei o que dissemos para o jovem; obrigo-me, então, a pedir-lhe desculpas. Estamos tristemente falando de um ser que foi verdadeiramente um mecenas: o médico psiquiatra Francisco Alberto Sales, que me acostumei a chamá-lo simplesmente de Sales. Conhecemo-nos em Maceió, e a aproximação dele conosco foi devido às pesquisas que travávamos sob a égide do mestre Théo Brandão. Logo Sales nos chamou a encetar algumas pesquisas sobre o seu reino querido, a Penedo velha de guerra! Como estivéssemos trabalhando com as questões da historiografia de Alagoas, ele nos convidou a pesquisar sobre a Historiografia de Penedo, assim o fizemos, e ele nem teve tempo de fazer o que foi dito em uma palestra sua: Sales terminara sua pesquisa sobre a História de Penedo, e a queria publicar com uma parte preliminar que era a nossa pesquisa da historiografia penedense. Que pena não tê-la publicado, seria, pois, a sétima das histórias de Penedo. Que contribuição enorme se constituiria! Nossa última conversa aconteceu no dia 13 de agosto, quando, por telefone, nos comunicara que o Museu do Baixo São Francisco, em Penedo, estava pronto e seria inaugurado, requerendo para isso um diretor que amasse e sobretudo conhecesse a problemática a que se destinara tal empreendimento. Depois disso, telefonamos inúmeras vezes, sem conseguir ao menos nos comunicar com algum funcionário da Casa do Penedo, daí as nossas grandes preocupações até descobrirmos, por intermédio do escritor e pesquisador maceioense Benedito Ramos, o telefone de Félix, que a partir daí passamos a incomodar bastante. Bem, o que mais falar? Até logo Sales! Que Deus tome conta de sua alma!