Opinião
Momento crucial
Neste domingo, mais uma vez os eleitores brasileiros, espalhados por 5.570 municípios e em 110 países, voltam às urnas para eleger aquele que governará o País pelos próximos quatro anos. Trata-se de um momento que só a democracia pode proporcionar. Desde a redemocratização do País, com o fim do regime militar em 1985, esta é a sétima eleição presidencial. As eleições deste ano estão sendo uma das mais complexas de todos os tempos. Assim como ocorreu no primeiro turno, na fase final a campanha teve um clima de forte agressividade, principalmente nas redes sociais. A veiculação em massa de notícias falsas, as fake news, causou perplexidade até em analistas políticos. Atos de intolerância foram registrados em vários locais do País. A campanha do segundo turno ficou mais pobre também pela falta de debates. Alegando questões de saúde, o candidato do PSL não participou de nenhum dos que estavam programados pelas grandes redes de TV. Quem perdeu com isso foram os eleitores, que tiveram de se contentar com propostas genéricas divulgadas no guia. Como em 2014, as eleições deste ano foram marcadas pela polarização. Candidatos rotulados como de centro tiveram votação muito abaixo do esperado. Chama a atenção o fato de os dois candidatos que passaram para o segundo turno serem também os campeões em rejeição. Essa polarização também afugentou muitos eleitores. O índice de abstenções ultrapassou 20%, e cerca de 8% votaram branco ou nulo. Neste segundo turno, com certeza muitos brasileiros também estão pensando em se abster ou anular o voto por não se sentirem representados por nenhum dos dois postulantes ao Planalto. Entretanto, o momento vivido pelo País é sério demais para que o cidadão abra mão do seu direito constitucional de escolher os mandatários. Cada voto é precioso e indispensável. O futuro presidente do Brasil terá o desafio de desarmar os ânimos da população. Qualquer que seja o futuro presidente, deve, antes de tudo, respeitar integralmente a constituição e fazer um governo que coloque em prática os objetivos fundamentais da nossa república: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.