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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Não acabou, apenas está começando

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São 22 horas de domingo quando começo a escrever essa coluna. Lá fora, uma barulheira infernal começou no entardecer perturbando a paz da cadelinha Lili. Uma shith-tzu muito amada por todos em casa. Buzinas ensurdecedoras, fogos, gritaria, roncos eletrizantes de motores das motocicletas irresponsavelmente aceleradas na orla. Só vi e ouvi isso há dezesseis anos passados quando o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial de futebol. Reeleita presidente em 2014, a Dilma não recebeu comemorações tão efusivas como nesta noite primaveril. Espécie de grito de desabado, jogar fora o ar sufocante que incomodava a maioria. Jair Bolsonaro, eleito e aclamado Presidente do Brasil, é o causador da balbúrdia. Reacendeu a esperança de quase de cinquenta e oito milhões de brasileiros que acreditam em novos tempos. A sensação de que será diferente, o País vai mudar, a ?corrupção vai acabar?. Um velho político de nenhuma visibilidade no parlamento, conhecido apenas pela grosseria de suas respostas quando abordado pela a imprensa, traz de volta a crença da existência de uma luz no fundo do túnel e também incertezas. A gente sempre acredita que o novo será melhor e resolverá todas as nossas intermináveis dificuldades. Foi assim com Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nordestino que institucionalizou o roubo na República. Organizou uma quadrilha tão poderosa capaz de quebrar o maior patrimônio nacional: a Petrobrás. Estremeceu as finanças públicas com milionárias propinas e financiou ditaduras no mundo. Angola, Cuba, Zimbabue, Venezuela, Congo, Guiné Equatorial, foram alguns desses hermanos privilegiados. Bilhões de reais saíram dos cofres do BNDES para solidarizar com companheiros de outras nações de essências antidemocráticas. Hoje, paga na prisão pelas traquinagens cometidas contra o País, fortalecendo o sentimento de que o Brasil está mudando para melhor. O presidente eleito jura pela Bíblia Sagrada que será um defensor implacável da sociedade, sem discriminação de raça, cor, credo ou região. O discurso do eleito até surpreendeu pelo tom equilibrado na colocação das palavras, incomum ao seu estilo malcriado de ser ? ?Governaremos com os olhos voltados para o futuro da nova geração e não nas próximas eleições?. É nosso dever acreditar, ajudar, apoiar fazendo as lições de casa como cidadãos. O momento exige reconciliação, deixar para trás diferenças ideológicas, o ranço político. O Brasil precisa voltar a ter vida e só será possível quando for comandado por governantes sérios, políticos leais aos deveres de representar dignamente as suas bases. A eleição acabou e demos um passo importante porque muitas cadeiras também serão renovadas no Congresso Nacional. A luta, entretanto, apenas está começando. É hora da pacificação, os brasileiros sonho em reconstruir o tempo perdido por anos de intolerância. É preciso refletir, cuspir o ódio para bem longe e pensar um pouco no País. Que os eleitores se respeitem entre si não debochando da preferência pelos derrotados. A vitória do capitão foi uma decisão livre e espontânea do povo desiludo com mentiras e roubalheira. Qualquer manifestação contrária neste momento, com abusos, intolerância e violência nas ruas será uma repulsiva agressão contra a democracia.

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