loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
Maceió, AL
23° Tempo
Home > Opinião

Opinião

Porta de entrada

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp

Cerca de 5,5 milhões de estudantes de todo o País começarão, neste domingo, a maratona do Exame Nacional de Cursos, o Enem, principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. Com a nota obtida no Enem, pode-se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), onde ocorre, de fato, a disputa pelas vagas. Entre 2010 e 2016, o número de vagas que as universidades, institutos e faculdades federais e estaduais decidiram destinar ao sistema cresceu mais de quatro vezes, e a concentração do total de vagas ofertadas no ensino superior público do Brasil no Sisu saltou de 10,7% para 43%. Com quase duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio se tornou a maior prova educacional do Brasil e atualmente já é considerado uma referência de modelo para outros países. Foi a primeira iniciativa ampla de avaliação do sistema de ensino implantado no Brasil, criado inicialmente para avaliar a qualidade da educação nacional. Na mesma medida em que ganhou importância, o exame passou a receber mais candidatos. A primeira edição, em 1998, contou com pouco mais de 157 mil inscritos; em 2014, o número ultrapassou os 8,7 milhões ? um recorde. Em 2009, foi lançado um novo modelo de prova e, com ele, a proposta de unificar o vestibular das universidades federais brasileiras. Desde então, o exame adquiriu status de vestibular e se tornou uma grande porta de entrada para instituições públicas e privadas de Ensino Superior. Não se pode deixar de observar que o número de matrículas em cursos de graduação cresceu no Brasil a partir de 2005. Em uma década, quase dobrou. O governo federal expandiu a rede de ensino superior. Basta lembrar, por exemplo, da interiorização da Ufal, que chegou a Arapiraca, e também dos novos campi do Instituto Federal de Alagoas. Ao mesmo tempo, o governo ampliou os meios de acesso a faculdades privadas com o Fies e as bolsas para alunos de baixa renda. Entretanto, o ajuste fiscal tem afetado particularmente as 63 universidades públicas federais que amargaram cortes no orçamento de 2018 em relação a 2017. Sem recursos, as instituições têm cortado investimentos e reduzido serviços. A ideia do futuro governo é transferir as universidades para o âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia. O impacto disso ainda é incerto, mas o País não pode se dar o luxo de enfraquecer seu ensino superior sob pena de comprometer seu desenvolvimento.

Relacionadas