Opinião
O TEMPO VOA...

Em um piscar de olhos, chegou dezembro e com ele o aniversário de pessoas queridas além da expectativa de mais um período natalino, quando os simbólicos freios de mão de nossa caminhada são puxados para meditarmos sobre os acontecimentos que fizeram a história da época ficar conhecida como 2018, com o campeonato mundial de futebol, as alegrias, tristezas e as eleições rachando o Brasil, além das conquistas alcançadas e as pegadas deixadas no caminho percorrido. Como de costume a leitura é meu mais importante hobby. Sem estabelecer linhas e pensamentos literários como dogma, sempre cultuei os autores com quais me identifico. Semana passada, revisitando a biografia de Charles Chaplin, renovei meus encantos pelo seguinte parágrafo: ?Criamos a época da velocidade mas nos sentimos enclausurados dentro dela, a máquina que produz a abundância tem nos deixado em penúria; nossos pensamentos fizeram-nos céticos, nossos conhecimentos, empedernidos e cruéis, pensamos em demasia e sentimos bem pouco.? Meditando sobre os dizeres daquele homem que encantou o mundo com suas performances diversas, fixei-me sobre seu comentário sobre a velocidade dos minutos, o que me convence de que a cada dia devemos amar muito, sempre mais e de todas as formas porque, sendo nossa vida uma só, precisamos investir no movimento, dinamismo e energia, mas acima de tudo, nos empenharmos no que fazemos. Parece havermos vivido ontem o início do último mês de 2017 e quanta coisa já aconteceu, desde então... muitas palavras e textos escrevi, publiquei outro livro, sorri muitos sorrisos com o nascimento do neto Gabriel - meu anjo, mantive amizades, tomei decisões e enxerguei o futuro onde doei carinho e sinceridade, convivendo com algumas pessoas difíceis embora me haja encantado com muitos momentos, empreendendo viagens, vencendo quilômetros ou enfrentando desafios consciente de que jamais roubei os sonhos de meus semelhantes e sempre cultivei a esperança. Em tempos de whatsapp, instagram e facebook, quando os acontecimentos do outro lado do planeta nos chegam em tempo real, trazendo concórdia, discórdia ou sofreguidão o importante é entendermos que apesar das máquinas carecemos mesmo é da humanidade, porque acima da inteligência estão a afeição e a doçura e mais do que falar aos ventos, precisamos tocar os corações do próximo com atos, atitudes e respeito sem cujos sentimentos o mundo seria de violência e tudo estaria perdido. O ano acabou, mas acreditamos em uma vida melhor, embora isto só aconteça, realmente, quando entendermos estar prestes a encerrar um ciclo sem insistirmos em nele permanecer, para não perdermos a alegria e a expectativa das outras eras existenciais que ainda precisamos viver. Encerrando etapas ou terminando capítulos, o mais importante é deixarmos no passado os momentos de vida já acabados para vivermos alegremente, com a experiência adquirida, todos os vindouros. Para o Natal, tem que existir muito mais que luz das velas e alegria, tem que valer, realmente, o espírito de doce amizade do ano inteiro, brilhando na consideração, bondade e esperança renascidos, para o entendimento e a benevolência dos homens.