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As populações do semi-árido nordestino esperam, há décadas, por soluções efetivas e suficientes para lhes proporcionar as condições de sobreviver, sem traumas, com as secas, e de usufruir os benefícios dos projetos de desenvolvimento sustentável. As medidas com esta finalidade devem ser logo transformadas em realidade. Há poucos dias, trouxemos uma matéria produzida pela nossa sucursal, em Arapiraca, mostrando a batalha pela água, que sai de uma torneira improvisada, como única possibilidade de consumo do produto de cerca de 150 famílias de um assentamento em Olho D? Água do Casado, justamente na área do semi-árido alagoano. Enquanto isso, permanecem paralisadas as obras de uma adutora destinada a ampliar a oferta de água na região, a partir do Rio São Francisco, orçadas em pouco mais de R$ 4 milhões, iniciadas há dois anos, e que deveriam ser concluídas nos primeiros 80 dias. A história mostra que os problemas das longas estiagens já existiam antes da colonização, obrigando os índios, esfomeados, a viverem no Litoral. Desde então, apareceram as promessas e propostas de dirigentes públicos e especialistas. Inclusive, algumas exóticas. O professor Manuel Correia de Andrade, cita uma delas em ?A Problemática da Seca - a de se importar camelos do Oriente, de vez que eles, certamente, teriam uma boa adaptação ao clima. E a célebre frase do imperador dom Pedro II de que ?não restará uma única jóia na Coroa, mas nenhum nordestino morrerá de fome?. Ao longo de todos esses anos, não faltaram projetos e compromissos governamentais e advertências feitas pelos estudiosos e lideranças políticas, em relação às causas e conseqüências e efeitos do fenômeno. Não apenas quanto à escassez de água, mas de outros fatores. O governo federal acaba de anunciar novos programas para o Semi-árido. Mas persiste a necessidade de uma melhor conscientização quanto à reserva de água, à preservação dos recursos hídricos e contra a destruição da vegetação. Sem esquecer, também, de ações sérias e permanentes direcionadas ao combate à fome, ao empobrecimento, à miséria. De assistência duradoura a milhares de famílias vítimas da exclusão social.

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