Opinião
Explícita má vontade!

Os brasileiros têm muita confiança no papel da imprensa porque é fundamental no combate a corrupção levando ao conhecimento público os escândalos que comprometem autoridades. Os noticiários dos últimos anos no Brasil foram relevantes na abordagem desse tema. O meio político nos tempos de tantas incertezas é vitrine, pauta obrigatória. Justo por acolher o maior foco dessas espécies humanas indesejáveis. Infelizmente as notícias ruins são destaque todos os dias em todas as mídias. Quando não é falcatrua, são tragédias, feminicídios, violência incontrolável. Ficam repetitivas, chatas, magoam, chocam famílias inteiras que têm acesso a informação. Cansativas e em alguns casos tendenciosas! Não são poucas as vezes que a matéria tem um gostinho amargo da parcialidade. Um odor de cinismo. Compreendamos que os meios de comunicação e o jornalismo são atividades iguais a tantas outras onde existem bons e maus profissionais. Como na publicidade, na medicina, no direito, alguns incorporam o espírito de deuses, ?infalíveis? estrelas donos da verdade. Portanto, não é de estranhar que a repetição da mesma notícia traga no bojo uma obsessiva pitada de maldade, notadamente quando o assunto envolve personalidades públicas. Assim como o exército de valorosos talentos na criatividade publicitária, hospitais e consultórios médicos, bancadas advocatícias compõem a grande maioria no exercício da profissão, a imprensa, igualmente, no seu universo mais amplo abriga jornalistas independentes, éticos descomprometidos com poderes e siglas partidárias. Exercem seu ofício com orgulho, isenção e competência. Com responsabilidade e compromisso. Todos concordamos que a imprensa livre é o elo de equilíbrio para a evolução de uma sociedade democrática. O nível elevado da informação que chega ao público, contribui forte e positivamente para que a população entenda melhor o ruim, mas principalmente o lado positivo para seu desenvolvimento. Vivemos num século onde a informação é o carro chefe de tudo. As novas mídias pulverizaram todos os ambientes graças ao advento da internet através de suas incontáveis plataformas. As redes sociais por sua vez, não param de gerar polêmicas e manifestações esdrúxulas. Pesquisa recente sinaliza que menos de 2% de internautas acreditam nas informações divulgadas por esses meios. É um vendaval de Fake News. A imprensa tradicional, inquestionavelmente continua sendo a grande formadora de opinião para todos os públicos. Correr atrás dos fatos, investigar, divulgar é um papel social de grande responsabilidade, com absoluta clareza sem criar pânico confundindo as cabeça das audiências. As bobagens praticadas por governantes têm que ser divulgadas, da mesma forma que os acertos devem ser informados com a mesma ênfase. Os brasileiros ainda não conseguiram cicatrizar as chagas provocadas pela bandalheira institucionalizada e estão ansiosos por boas notícias. Escrever e falar o que pensa é o ofício da imprensa independente, só não há espaço para a ?explícita má vontade? em algumas situações. A responsabilidade com a nação e respeito aos princípios democráticos estão acima de quaisquer outros interesses.