Opinião
Unidade da Igreja
Sendo a Igreja o Corpo Místico de Cristo, conclui-se logicamente que a Igreja é uma só, ou seja, que ela é una. Assim conclui o Concílio Vaticano II, partindo que o modelo da Igreja é a Trindade Santíssima, na qual, as três pessoas divinas formam uma unidade perfeita: ?Este é o mistério sagrado da unidade da Igreja, em Cristo e por Cristo, agindo o Espírito Santo a unidade das funções. O supremo modelo e supremo princípio desse mistério está na Trindade de Pessoas a unidade de um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo? (U. R.2f). É certo que há uma grande variedade de igrejas locais, tema que focaremos mais adiante, mas ?esta variedade das igrejas locais tendente à unidade, manifesta com maior evidência a catolicidade da Igreja indivisa.? (L.G.23d). Em outras palavras, a própria variedade das igrejas locais mostra claramente a unidade da Igreja de Cristo. Mesmo assim, os cristãos devem fazer de tudo para que a Igreja de Cristo apareça na mundo como uma só. Até mártires já tivemos nessa luta pela unidade da Igreja, como foi o caso de santo Estanislau, que lutou até à morte para unir a Igreja eslava à Igreja romana, certo de que a Igreja de Cristo é uma só. O Concílio nos convida a esse trabalho apostólico, quando diz: ?Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos é um dos principais propósitos do Concílio Ecumênico Vaticano II, porque uma só é a Igreja fundada por Nosso Senhor? (U.R.Ia). Relembra também o Concílio que, nas igrejas locais, os bispos são ?o princípio é fundamento visível da unidade em suas Igrejas particulares, formadas à imagem da Igreja universal? (L.G.23a). Dessa maneira recorda o Concílio, ?entre essas igrejas locais se salienta uma admirável comunhão e assim, a variedade na Igreja longe de ir contra sua unidade, a manifesta melhor?. (O.Ecces. 2) Por isso, o Concílio conclui: ? Há na Igreja diversidade de ministérios, mas unidade missão?(A A.2b).