loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A crise no país vizinho

Ouvir
Compartilhar

O mundo vem acompanhando, nos últimos meses, o agravamento da crise na Venezuela, que é tanto política quanto econômica e humanitária. Em janeiro, as turbulências se fortaleceram depois que o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país, ganhando apoio de grande parte da comunidade internacional, inclusive do País. O conflito parece longe do fim. De um lado, o presidente Nicolás Maduro, apoiado pela cúpula das Forças Armadas, classifica as tensões como tentativa de golpe por potências internacionais. A oposição segue tentando desestabilizar seus governo, acusando-se oprimir o próprio povo. A falta de canais internacionais com o governo Maduro vem dificultando uma resolução para a crise que assola a Venezuela. A Venezuela vive a maior recessão de sua história, com 12 trimestres seguidos de retração econômica. O colapso está expresso nos números do PIB. Entre 2013 e 2017, o Produto Interno Bruto venezuelano teve queda de 37%. A estimativa é que caia mais 15% este ano. A carestia, o desabastecimento e a violência provocou um êxodo em massa de venezuelanos para países vizinhos, entre eles o Brasil. A crise não começou agora. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mas é extremamente dependente desse recurso. Beneficiado pelo alto preço do petróleo, o governo de Hugo Chávez usou os dólares para financiar de programas sociais a importações de praticamente tudo que era consumido no país. Entretanto, em 2014, o preço do petróleo desabou. Com menos dinheiro para importação, a questão do desabastecimento se agravou e começaram a faltar produtos básicos nos supermercados. Os preços explodiram, gerando uma hiperinflação e provocando fome e desnutrição. Em janeiro de 2019, Maduro tomou posse para o segundo mandato e a resposta de Guaidó veio na autodeclaração como presidente interino do país. Enquanto isso, os Estados Unidos não descartam uma intervenção militar para tirar Maduro do poder ? ideia que, sensatamente, o governo brasileiro não pensa em apoiar. O caminho mais sensato para essa crise parece ser o proposto pelo ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Ele defende eleições gerais no país, com um forte monitoramento internacional que garanta a participação de todas as correntes políticas. É preciso, antes de tudo, evitar uma guerra e reconstruir a nação.

Relacionadas