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Pinheiro, império do medo

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Assisti com atenção a todas as exposições sobre o bairro do Pinheiro, em Maceió e apresentadas à Comissão de Transparência criada pelo Senado sob o empenho político requerido pelo movimento SOS Pinheiro, aos quais parabenizo pelo entendimento da gravidade do caso. Sim, todos nós sabemos que o terreno continua se movimentando trincando prédios, rachando ruas e tubulações enterradas de drenagem e de abastecimento de água. Alguns me acham crítico, e eu me sinto, apenas, um cidadão que como tal exerce os seus deveres, e honra a profissão de engenheiro Civil. A pergunta que não pode calar, embora nada resolva. Por que não começaram os estudos em 2010, ou mesmo antes quando o bairro já apresentava intrigantes buracos nas ruas, trincas nas edificações ? e tubulações? Um ano após a inundação e o tremor as instituições federais e estaduais confirmam o que elas já diziam em julho de 2018, a boca miúda, ou seja, o Pinheiro está se movimentando e pode haver um acidente grave, o que ora apontam resultados ainda preliminares onde vejo consistência porque o bairro tende a se deslocar para a lagoa Mundaú. De repente, ou quase, a área de risco dobrou de tamanho, abraçou outros bairros nas vizinhanças, inclusive a Levada, e a população envolvida pode alcançar cerca de trinta mil pessoas, aterrorizadas, que devem sair de imediato da área vermelha, e de outras se chover forte. Para aonde vão esses cidadãos, qual a logística de esvaziamento do que ora se tornou uma espécie de arapuca a desarmar sabe-se lá quando, ou porquê? O problema envolve água, sempre foi dito isso ? profunda e superficial ? urge, portanto, agir para implantar galerias de águas pluviais, ou canais, com dutos flexíveis que se deformem em conjunto com o terreno, bocas de lobo e caixas de passagem, tamponar buracos em ruas e lotes com solo cimento e demais providências que impeçam a sua infiltração sem sabermos de onde virão recursos para isso. A sociedade alagoana deve entender que o problema é de todos, e não somente dos moradores do Pinheiro. Que se unam os empresários da construção civil que têm equipamentos, empresas outras como indústrias e usinas, e deem-se as mãos em uma causa justa de preservar vidas. Somente assim eu acreditaria que algo concreto será realizado no bairro sob severo risco de sinistro grave. As chuvas estão próximas e rogo ao Ser Supremo que ampare aquelas pessoas com as quais passei a sofrer sob os efeitos da inércia de tantos. Estou Pinheiro.

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