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Asas da liberdade

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A liberdade é o juízo de valor mais importante da história da humanidade. É ela que fundamenta todas os princípios e ações que movem a roda da história universal. Podemos mesmo afirmar, que a liberdade está no cerne de todas as lutas que representaram os significativos avanços civilizatórios das sociedades, ao longo dos séculos, em nível mundial. O homem livre é o maior símbolo que pode haver da justiça, da igualdade e da democracia. Não existiriam essas premissas sem a plena liberdade. A libertação individual ou de um povo determinam a consolidação de processos históricos. Não podemos transigir em relação a estas noções basilares da vida. Podemos afirmar que a liberdade, em uma perspectiva metafísica, é um princípio ontológico, visto que ela determina a natureza que move o homem na sua condição de ser. O filosofo francês Jean Paul Sartre, dizia no seu romance existencialista, intitulado A Náusea, que ?o homem está condenado a ser livre?. A liberdade, no seu entendimento categórico, é uma condição na qual está vinculada à capacidade do homem em formar conceitos que lhe permita tomar decisões individuais, levando em conta a existência do contexto material que o cerca. Somos os únicos responsáveis pelas consequências das nossas opções. Já o pensador situacionista Guy Debord, interpreta a liberdade no âmbito da espetacularização da sociedade. Ela estaria atrelada aos fatores determinantes e supervenientes, imposto pelas leis de mercado e pela ideologização de um corpo social coletivo, que entende o consumismo como prioridade existencial. Esta seria a liberdade conceitualmente comprometida com a lógica capitalista, pura e simplesmente. Neste caso, a liberdade seria sua própria contradição, uma vez que a liberdade deriva da independência e deveria sempre representar o contraditório da servidão e da escravidão, seja de natureza física, psicológica ou ideológica. O lema que sintetiza a essência da Revolução Francesa, foi precisamente o Liberté, igalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade, Fraternidade). Nesta ordem sequencial. O refrão revolucionário foi proclamado pela primeira em 1791, num discurso feito pelo Marques de Valvray, René Louis de Girardin, em um ato realizado no Clube dos Codeliers, como era denominada a Sociedade dos amigos dos Direitos Humanos e do Cidadão, que representava os segmentos mais pobres de Paris. A ideia desta trilogia ideológica remonta, entretanto, ao livro do pensador cristão e humanista Étiénne de La Boétie, que a cita no seu livro Discurso da Servidão Voluntária. A liberdade se tornaria, a partir de então, um valor universal irreversível e inegociável. Enquanto para Espinosa, é por intermédio da liberdade que o homem pode expressar a sua totalidade como sêr, para Schopenhauer, o homem jamais será totalmente livre, visto que ele não escolhe o seu agir de acordo com os seus desejos plenos. A liberdade, portanto, como podemos perceber, tem uma grande e múltipla complexidade na sua teoria e concepção. Há um consenso, entretanto, quanto a liberdade, que é aquele que determina que ela é um bem fundamental inerente a condição humana. Não por acaso, o Artigo 1o da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assegura que ?Todas as pessoas nascem livres em dignidades e direitos?. Três filmes que retratam bem a luta pela liberdade, fala de três personagens icônicos do século XX, que viraram mártires nos seus respectivos países no seu tempo. São eles Gandhi, dirigido por Richard Attenborough, ganhador de oito Oscar em várias categorias, inclusive a de melhor filme de 1982, com Ben Kingsley no papel do líder que fez a independência da Índia, Mandela: O Caminho Para a Liberdade, drama de Justin Chadwick de 2013, que narra a saga do líder sul africano Nelson Mandela e Selma, de 2014, com direção de Ava DuVernay, filme histórico sobre Martin Luther King e a sua Marcha para Liberdade e pela luta dos direitos civis americanos.

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