Opinião
Desperdício

Este é o Domingo da Ressurreição. Desejo paz a todos, procurando sempre que possível viver em plenitude. ?Não desperdiçar dinheiro é o primeiro caminho para valorizá-lo?, assim dizia meu avô Luiz Carlos. Eu era criança e nunca mais esqueci isso. Era da opinião que o sujeito organizado vivia sempre feliz, mesmo ganhando pouco. Isso não acontece com a maioria dos brasileiros atualmente. É que desperdiçam tudo: saúde, dinheiro, vitalidade, tempo, roupas, comida e o que vier em suas mãos. Leio na imprensa que os banqueiros, brasileiros e estrangeiros, juntam verdadeiras fortunas só com o volumoso lucro do cheque especial usado de forma exagerada pelos seus clientes. Essa mania de gastar o que tem e o que não tem, tomou conta de uma boa porção dos brasileiros em todas as áreas, principalmente quando o dinheiro é público, e daí o nosso querido Brasil vir há séculos sempre endividado. O desperdício de vitalidade é outro mal que graça entre os homens. O que tem de gente doente não é brincadeira porque exageram na comida, na bebida, na devassidão, destruindo o corpo, essa maravilha da natureza, com sobrecargas. Os hospitais andam cheios porque as pessoas saíram de seus limites, não sabem se cuidar. Nosso corpo é um verdadeiro universo em sua espetacular composição; nosso cérebro com cem bilhões de neurônios, nosso estômago com um trabalho perfeito fazendo a nossa digestão, nosso fígado e nossos rins, todos trabalhando em harmonia com a finalidade de nos proporcionar bem estar. Quando exploramos demais esses órgãos o milagre da vida é quebrado e surgem as doenças. Desperdiçar vitalidade, deliberadamente, é cometer uma agressão contra o maior presente que Deus lhe deu que é o seu corpo. ? Eu vim para que tenham vida?, disse o Cristo. E é verdade. Desperdiçar tempo é outra coisa muito importante na vida de muita gente. Leonardo da Vinci, certa vez, com sua proverbial sabedoria, disse que ?o tempo dura bastante para aquele que sabe aproveitá-lo?, porque os que dizem que não têm tempo, não têm é organização. A importância do tempo já notamos na divisão das fases de nossa vida: a infância até os 12 anos; a adolescência entre os 12 e os 18 anos; e a mocidade dos 18 aos 25 anos. Em cada uma delas experienciamos momentos inesquecíveis que terão uma influência notável sobre o nosso futuro. Que os jovens, os aposentados, os idosos, lembrem-se sempre de que a marcha do tempo ninguém para e que cada dia é menos um dia em nossa caminhada. Assim, valorize o tempo sem desperdiça-lo, com coisas que não lhe interessa. Aproveito este espaço para apresentar a imensa tristeza, eu, minha esposa Myrza e meus familiares pela partida para a eternidade de nossa querida comadre e amiga Maria Cristina Peixoto Braga. Amizade grandiosa de 50 anos. Cristina, tenha certeza que você ficará para sempre em nossa memória e em nosso coração.